Cada criança é uma bênção

Olá!

Com a chegada da internet e mais precisamente das redes sociais,tudo acaba virando um grande espetáculo,sendo visto e compartilhado com milhares de pessoas todos os dias. Anônimos e famosos ou anônimos que desejam ficar famosos,mostram suas vidas e o que andam fazendo de mais interessante ou o que pensam ser interessante.

Nos últimos dias o que mais me chamou atenção foi o nascimento da filha da Sabrina Sato, ex participante de reality show,tão acostumada com os holofotes e que fez de sua gravidez um acontecimento nacional e quiçá mundial. Sabrina definitivamente roubou o lugar que antes era ocupado pela apresentadora Xuxa, de grávida mais comentada do país. E a pequena Zoe destronou Sasha, que há 20 anos eram a recém nascida mais famosa do Brasil, sendo matéria de um Jornal Nacional inteiro. E olha que naquela época, praticamente ninguém tinha internet. Rede Social então nem existia.

Fico pensando se as pessoas estão perdendo um pouco a noção do que é público e do que precisa ser mostrado. A hora do parto,momento tão íntimo, que deveria ser celebrado entre os mais íntimos,sendo colocado ali diante dos olhos de todos. A mãe triunfante, surge maquiada e muito bem amparada, com todos os recursos possíveis a seu dispor. No parto das famosas não há falta de respeito, não há violência obstétrica, até a dor parece ser mais branda. E dias depois  vêm a barriga trincada exibida como troféu nas redes sociais.

E é neste momento que vem o estranhamento. Você pensa  na sua dor, na sua cara atropelada do pós parto e muitas vezes na falta de respeito que sofreu, na violência a que foi submetida e não se enxerga naquela cena perfeita de mulher linda e plena dando a luz.

E é aí que mora o perigo. O perigo de nos acharmos menores,menos fortes e menos capazes. Não aguentamos as 24 horas de trabalho de parto,não aparecemos maquiadas nas fotos, não enfeitamos uma ala inteira de uma maternidade, não temos barriga trincada nem agora, anos após o parto,não somos capa de revista…

Mas será que é isto que realmente coloca uma mulher e bebê que acaba de chegar em um patamar de importância? A forma como se nasce… Em uma maternidade chique ou em uma ala conjunta no SUS? De parto dito normal após horas de dor ou em uma cesariana agendada por opção? Em ser uma mãe holofote ou uma uma ilustre desconhecida?

Não somos todos seres humanos? Não deveríamos ser reconhecidos da mesma forma?

Que possamos olhar cada nascimento como um momento único e especial. Cada criança sendo um verdadeiro milagre: amada,esperada e abençoada…

Que assim seja!

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Estou indo para a escolinha…

Olá!

Em 2019 se Deus quiser minha serumaninha finalmente vai para a escola. Digo finalmente porque não passa um dia em que não escuto a famosa frase vinda de conhecidos e até de gente que eu nunca vi na vida.

Ela está na escolinha?

Helena completa 4 anos em março e sou obrigada por lei a colocá-la na escola. Farei isto não por obrigação,mas por sentir que está na hora de ela ir mesmo. O que me causa estranheza é que as pessoas me olham torto por eu ter optado em não matriculá-la antes. Parecem pensar que ela vai ficar atrasada ou que eu estou sendo irresponsável. Eu sou super a favor de que criança tem que ir sim para a escola e definitivamente não sou adepta do homeschooling (escola em casa) . Mas também não sou a favor de colocar a criança muito cedo na escola. Fui matriculada aos seis anos e não tive nenhum prejuízo com relação a isto, pelo contrário,aproveitei bastante minha primeira infância brincando e praticando o ócio.

Também não quis colocar minha filha em período integral e acredito que esta não é a melhor opção para a criança a não ser que os pais definitivamente não tenham outra alternativa. Se é cansativo para um adulto trabalhar o dia todo, porque não seria para uma criança ficar o dia todo na escola?

Futura Pedagoga que sou, não entendo essa necessidade das pessoas de encher as crianças de atividades cada vez mais cedo e de alfabetizar muito cedo também. Educação infantil é para brincar e não para aprender a ler. Tudo tem o seu tempo e acelerar este processo só piora as coisas.

Ainda não decidimos se vamos colocar na escola pública ou particular (muito provável particular). Quando as coisas estiverem certas, venho contar para vocês como foi o processo de escolha e o que levamos em consideração.

Confesso que já estou sofrendo, hahahahahaha

Mas este com certeza é um grande marco de desenvolvimento na vida da minha pequena e o segundo corte do cordão umbilical,rsrsrsrs.

Lembro com carinho do  meu primeiro dia de aula nos já distantes anos 80. Foi super tranquilo e feliz  e assim desejo que seja com minha filha!

 Ah.. Minha Escola Infantil Abelhinha Feliz.

Saudades!!!!!

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Crônicas de mãe… Era uma vez um banheiro de porta fechada

Olá!

Faz muito,muito tempo que eu não apareço aqui. Me perdoem. Para variar estou muito,muito e muito cansada. A serumaninha está ótima graças a Deus com suas brincadeiras e seus chiliques de criança de três anos. Agora resolveu não me deixar ir ao banheiro de porta aberta.

Tenho medo de porta fechada mamãe!

E quando eu resolvo fechar a porta ela abre o berreiro,bate na porta e se senta no tapete do lado de fora. E lá vou eu fazer número 1 e número 2 de porta aberta. Fecho a janela do quarto em frente porque ninguém é obrigado né.

Pergunto para Helena porque ela não quer que eu feche a porta e ela responde no alto de sua sabedoria:

Porque sim!

Então tá…

Hoje teve até cadeirinha da disciplina a lá Super Nanny. Não deu muito certo,posso afirmar.

Estes dias teve de tudo: ela escondendo R$5.00 que eu tinha dado para segurar. Nunca mais achei o bendito dinheiro.

Ok, antes 5 do que 50.

Passa pela minha cabeça que estes comportamentos sejam um reflexo da chegada do irmãozinho daqui há alguns meses. Acredito que  tenha percebido que em breve não terá nossa atenção exclusiva .

E entre chiliques e amores vamos seguindo:

Mamãe,você me adora?

Eu gosto da mamãe!

Eu sou o bebê da mamãe!

Com certeza Helena. Você é sim e sempre será. Pode ter mil anos que será!

E lá vamos nós!

Descansar porque finalmente a serumaninha resolveu dormir…

Ufa!

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♥♥

 

A felicidade que deprime…

Olá!

Basta uma pequena passeada pelo Facebook para eu começar a me deprimir. Já tentei me livrar desta rede social várias vezes mas sempre desisto. Dia desses eu desinstalei o aplicativo do meu celular,mas mesmo assim ainda acesso pela web. O Instagram é ainda mais depressivo para mim. Ainda bem que não me apeguei a ele . Tenho ma conta, mas não acesso há séculos.

O que me incomoda nas redes sociais é a perfeição ou a incessante busca por estampá-la ali diante dos olhos curiosos do público. Tenho uma certa dificuldade em ser metódica, em querer tudo certinho o tenho todo. Quando vejo as fotos, as postagens eu me sinto um ET. Tem gente que troca de foto de perfil como troca de roupa. Todo mundo ali é tão bonito e tão perfeito que eu começo a pensar se só eu que sou imperfeita mesmo. Se sou só eu que não faço a unha há tempos, se sou só eu que ando descabelada o tempo todo, se só só eu que não tenho uma foto ou uma coisa extraordinária para postar todos os dias.

Minha vidinha pacata e sem grandes aventuras não daria ibope, não renderia curtidas. Eu não viajei, não fui promovida,não fiz aquela festa astronômica para minha filha, eu não fiz aquelas ensaios de família perfeitos para dizer ao mundo que minha vida é maravilhosa!

Esta necessidade de perfeccionismo parece ter invadido tudo! Os bolos de aniversário antes cheios de sabor, hoje são fake, feitos de isopor. E alguém come bolo de isopor? Não,claro que não. Mas o bolo precisa sair bonito na foto né? O sabor ninguém se importa muito. Afinal,não conseguimos publicar sabor nas redes sociais…. Ainda…

Crianças sempre lindas,  com cenários maravilhosos. É a era do bebê Newborn! Tudo tem que ser milimetricamente pensado. Nada pode sair do lugar. Mães que acabaram de dar a luz em fotos plenas de felicidade para depois viver um puerpério daqueles. Mas o que importa isto? Ninguém publica baby blues nas redes sociais. E se publica, a gente vai criticar. Aqui não é lugar para depressão não. Porém eu cheguei a conclusão de que a “felicidade” deprime. Contraditório,mas verdadeiro.

Pensando bem acho que nasci no tempo errado. Eu não consigo me adaptar a este mundo que me cobra felicidade o tempo todo. Tenho saudades de uma época em que o legal era rir de si mesmo e que as boas lembranças valiam muito mais do que uma foto no perfil…

♥♥

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Sobre ter ou não ter filhos…

Olá!

Em conversa com uma amiga de infância dia  desses, ela me falou que não pretendia ter filhos. Que iria se casar e viver feliz com o marido,viajando, curtindo a vida e que no meio de tudo isto não haveria espaço para filhos.

Eu então comecei a falar sobre minha experiência com a maternidade, quase como se estivesse fazendo uma confissão. Disse que o mais difícil para mim é ter que dizer adeus a pessoa que eu era e receber a nova pessoa em que me transformei partir do momento em que minha filha nasceu.

E aí ela me disse sem rodeios:

Eu não quero dar adeus para quem eu sou não…

Se fosse há um tempo atrás eu tentaria argumentar falando das maravilhas da maternidade, que ser mãe é a experiência mais linda que existe e blá,blá,blá…

Realmente, é tudo isto que eu falei aí em cima. Mas tem o outro lado também, o lado B,o lado nada fácil e muitas vezes enlouquecedor. E é aí que talvez sim,muitas mulheres não tenham esta vocação, definitivamente não tenham nascido para tal. E não há nada de errado nisto. Elas podem ser felizes sim sem filhos. Ter filhos não é o caminho para a felicidade.Não ter filhos também não.

Para mim, é cada um na sua!

Eu não imagino a minha vida sem meus filhos! Filhos sim,no plural. Há quatro meses eu descobri que vem aí meu segundo serumaninho ou serumaninha. Não sei ainda. Só sei que é muito esperado e muito amado. Veio depois de uma perda muito dolorosa para mim, que já contei aqui no blog.

Prometo contar tudo a respeito dessa maravilhosa novidade!

Helena promovida a irmã mais velha e eu promovida a mãe de dois…

E lá vamos nós!!!!

♥♥

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Liberte-se!

Olá!

Em minhas andanças pelo Facebook me deparo com uma propaganda com a seguinte frase:

“A mulher moderna é empoderada,trabalha fora e dá conta de tudo com maestria.”
Logo pensei: Então eu sou do tempo das cavernas porque não sou nada disto aí!
Aliás, ontem mesmo eu estava pensando no porquê de a gente ter que ser um monte de coisas só para tentar se encaixar em um esteriótipo de mulher ideal.

Desde quando a mulher precisa dar conta de tudo? E com maestria ainda?

É exatamente por isto que muitas mulheres,muitas mães estão a beira da loucura com tantas coisas para fazer, sem tempo algum e sem ninguém para ajudar. Uma somatória de afazeres e ainda por cima tem que ser empoderada (seja lá o que isto representa na sociedade atual), ter o corpo em dia (sim, porque a mulher do Gustavo Lima exibe barriga chapada um mês depois de dar a luz), ser bem sucedida profissionalmente e ainda ser uma mãe maravilhosa, montessoriana, orgânica e gentil, que amamenta em livre demanda (sim porque a fulana amamentou a cria até os quatro anos de idade) ,fazer parto natural humanizado (sim,porque a princesa da Inglaterra saiu do hospital linda e plena um dia depois de parir!).

E assim vamos criando nossas culpas e neuroses sem nos dar conta de que cada mulher é única, cada mãe é única com suas dificuldades e habilidades e principalmente suas escolhas!

Claro que eu retruquei na hora o post. Eu não sou uma máquina que precisa dar conta de tudo com maestria. Aliás,até as máquinas falham, dão “biziu”. Então porque eu, uma simples mortal preciso ser perfeita em tudo?

Vamos nos disciplinar para não cair nesta armadilha? Pensou em sentir aquela culpa boba? Pare,respire fundo e jogue fora! Menos uma culpa para a conta! Tenho certeza de que assim você vai ficar muito mais leve e feliz!

♥♥

 

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Ser mãe depois dos 30…

Olá!

É muito comum a gente ver matérias em sites,blogs e programas de TV sobre a maternidade após os 30,35,40 anos. Sempre a mesma coisa: que as mulheres estão adiando a maternidade para se estabilizarem profissionalmente, que ser mãe depois dos 30 é muito melhor porque a gente é mais experiente, enfim…

Não gosto muito desses rótulos.  Para mim, mãe é mãe!

Mas vamos para a minha experiência!

Eu não adiei a maternidade em razão de uma carreira profissional. Para ser bem sincera eu nem sei se eu tenho uma carreira, hahahahaha. Me formei em Comunicação Social, exerci muito pouco e agora faço Pedagogia, um curso para quem ama a profissão mas que sabe que não vai ficar rico exercendo-a. hehehehe

Sempre coloquei na cabeça que se um dia tivesse que adiar alguma coisa na vida não seria  a maternidade. Na verdade eu achava que ia ser mais bem nova, lá pelos 20 e poucos anos. Mas as coisas fora acontecendo, ou melhor, não acontecendo e eu cheguei aos 30 solteira (noiva, pelo menos),sem filhos e sem uma carreira estabilizada. O jeito foi correr! Sim, correr literalmente contra o relógio biológico. E antes do primeiro ano de casada, eu já estava a espera da minha serumaninha.

Se eu pudesse escolher, teria sido mãe muito antes.Não somente pela questão física, mas pela maior facilidade de ajeitar as coisas depois da maternidade, literalmente vira sua cabeça de ponta cabeça. Recomeçar depois dos 35, 40 anos é bem mais complicado.

Acredito  também que existe aquele mito de a mulher que se torna mãe depois dos 30 é mais experiente, mais equilibrada. Tudo mentira! Em se tratando de ser mãe pela primeira vez, não importa a idade que você tenha: é um caos! Você vai se sentir insegura e com muito medo e vai se questionar diversas vezes se realmente tem o dom para a coisa!Mas calma aí que tudo se ajeita (bom,pelo menos eu espero)!

Meu conselho para você que já passou dos 30 e tem desejo  de ser mãe ,é:

Não adie mais!! Vá em frente! Encomende logo seu serumaninho, seja na barriga, seja no coração, através de uma adoção. O tempo não espera a gente criar coragem e o mundo não para para a gente pensar na vida. Quando menos se imagina, já foi e aí pode ser tarde demais!

E não tem como não deixar de falar aquela frase clichê: Tem coisas que você só vai saber como é,se  tomar coragem e seguir em frente!

Vamos lá??

♥♥

 

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