Doce Esther

Olá!

Estes eu estou fazendo um teste de como será meu retorno ao trabalho. Comecei meu estágio obrigatório em uma escola particular  perto da minha casa. Inicialmente eu pensei em fazer em uma escola pública para ter uma experiência diferente, cheguei até a ir em uma, mas diante da recepção pouco simpática por parte da direção, resolvi continuar na escola em que eu já havia feito estágio em 2018.

Desta vez estou em uma sala de segundo ano, com crianças entre sete e oito anos de idade. As crianças são basicamente as mesmas com quem eu convivi semestre passado e uma delas me chamou atenção desde o primeiro dia: Esther.

Esther é uma menina linda, de cabelos lisos e negros (agora m,ais curtos), bem alta ( acho que a mais alta da sala). Ano passado já no primeiro dia ela se destacou entre os demais para mim ao vê-la chorando dizendo que queria a mãe. As crianças estavam em uma quadra onde acontecia um evento com os mascotes de dois times aqui de BH. Eu quis logo acolher a menina. Grávida na época, super sensível, pensei logo na minha filha que deixara em casa. Fui logo abraçando e tentando de alguma forma acolher aquela menina. Porém, diante da reação da professora, que a repreendeu, dizendo que ela já era grande e que não havia motivo para chorar, eu fiquei mais na minha.Esther definitivamente tinha sérios problemas em acompanhar a turma. Ela não conseguia fazer as tarefas a tempo,estava sempre atrasada e eu estava lá para ajudar.

Em 2019 retorno a sala para um novo estágio e eis que me encontro novamente com ela chegando atrasada e já falando que ela estava com um penteado diferente. Fico feliz em ver que ela progrediu na escrita e que já não tem tantas dificuldades. Porém,meu entusiasmo é interrompido ao ver que as outras crianças não gostam de Esther. Ela é ignorada, não é escolhida para o time na hora da educação física. Fica ali, parada, sozinha na fila, já que todos os outros foram escolhidos. Nunca tem dupla, nunca tem grupo. Aquilo é uma facada no meu coração.

-Como crianças podem ser tão más? Eu penso.

Em um determinado momento,não aguento e pergunto para outra menina porque ninguém escolhe a Esther e ela me responde:

Porque todo mundo acha ela chata!

Na verdade, o que as crianças chamam de chatice, eu investido e fico sabendo que a menina já está na terapia e que tem “um pequeno atraso” segundo a professora, que a chama de bebezona.

Talvez seja minha empolgação de quase professora que quer mudar o mundo, mas eu não consigo ficar inerte diante de uma situação dessas. Fosse eu já teria trabalhado isto com a turma, movido céus e terra para que Esther não fique mais sozinha e não sobre na hora da escolha do time.

O problema é que meu estágio já está acabando e eu não tenho autonomia e tempo para fazer muita coisa. Mas que eu vou tentar ajudar a Esther, ah isto eu vou…

De qualquer forma, no meu coração ela já é a minha preferida. Eu escolho você doce Esther.

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Meus Serumaninhos ♥♥

Olá!

Mais uma vez inicio este post com o tradicional: Faz muito tempo que não apareço aqui, rsrsrs.

A vida está muito,muito corrida. Agora sou mãe de dois serumaninhos: Helena, que já é conhecida aqui e João, que aos poucos vocês vão conhececendo! Confesso que tenho me sentido exausta dos pés a cabeça, principalmente a cabeça! hehehe Incrível como 4 anos entre um filho e outro fazem diferença. Já tinha perdido o costume de algumas coisas. Porém percebi que ainda sei fazer tudo (ainda bem). E agora eu sou bem menos exigente comigo.Não sinto tanta culpa,não sou tão neurótica! Me tornei uma mãe mais zen!

Poém só para o João! Para a Helena eu continuo a mesma super protetora de sempre! Não é uma questão de amar um mais que o outro. Eu amo meus dois serumaninhos da mesma forma, mas é que o segundo filho me trouxe menos cargas de culpas e medos nas costas. E meu menino é assim, risonho que só ele!Apaixonado pela irmã, que se mostrou uma cuidadora exemplar. Nessas horas que eu percebo que apesar de todo cansaço eu fiz a melhor escolha, eu dei o melhor presente que você pode dar a um filho:

Um irmão! ♥♥

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Perfeita não é a mãe!

Olá!

Finalmente encontro um tempo (na verdade,tenho muitas outras coisas para fazer), mas eu precisava falar, ou melhor, escrever.

Mãe de um recém nascido e de uma menina de quatro anos, tempo é algo que definitivamente ficou escasso para mim. Só esta semana consegui fazer as unhas (só as do pé) depois de quase dois meses (a última vez foi para ir para a maternidade), os cabelos eu não lavo há duas semanas. Este foi hoje inclusive motivo de discussão aqui em casa,já que meu marido mais uma vez me deixou para escanteio na tarefa de olhar as crianças para eu conseguir dar um jeito nas madeixas hiper cacheadas e fazer aquela escova básica em casa mesmo.

E então em minhas andanças pelas redes sociais (sim,eu uso muito o celular , me julguem!). Meu marido aliás me disse  que eu fico o dia inteiro no celular. Então tá! Quem será que olhou seus filhos então? Deu banho, deu mamadeira, fez a comida,lavou a roupa, ninou nas crises de cólica, trocou a fralda, deu o remédio… Ah sim,deve ter sido algum ser invisível que apareceu aqui.

Mas continuando…

Em minhas andanças pelas redes sociais me deparo com a notícia de que a “irmã de Zezé di Camargo”, escrito assim mesmo  sem o nome da moça, que aliás é Luciele,havia feito um desabafo na internet sobre as intermináveis horas em que se dedicou aos filhos e a casa e que não havia feito nada para ela o dia todo. Quem nunca?

Pois bem, fui ler os comentários (viciada que sou) e alguns me deixaram  de cabelo em pé. A mulher chamava a geração de mães de hoje de egoísta, que não há nada melhor do que ver os filhos felizes (isto eu concordo), e que a mãe deve se doar totalmente aos filhos, que nos dão um amor incondicional e blá, blá, blá..

Outra soltava o clássico : Porque teve filhos então?

Gente! Para!

Onde está escrita essa lei de que mãe não é ser humano? De que não temos o direito de estarmos cansadas e sobrecarregadas? Que queremos sim ter um momento para nós, que queremos lavar os cabelos, fazer as unhas, assistir nossas séries e novelas preferidas, ficar no celular ou simplesmente não fazer nada? Me digam!Não é porque a gente não tem tempo para fazer isto, que não queremos fazer. É aquela máxima: Uma mãe cansada, não está cansada de ser mãe!

Mas cadê que a gente pode reclamar? Cadê que a gente pode desejar? A nós é dado apenas o direito de se mostrar plena 24 horas por dia, mesmo estando gritando de desespero por dentro. Desespero de quem ficou a madrugada sem dormir, de quem está cansada de receber críticas, de quem trabalhou o dia todo sem parar e ao final do dia quando pega o celular um pouquinho tem que ouvir o hino:

Cansada de quê?

É por estas e outras que eu digo não a maternidade “Revista Caras”. Eu deixo filho no celular sim para ter um pouco de sossego, eu desisti de amamentar sim, quando vi que não ia para frente, eu dei mamadeira, eu pedi cesárea por não querer sofrer no parto, eu dou miojo quando estou com preguiça de cozinhar sim, eu esqueço a hora do remédio, eu acho um saco ficar brincando de casinha, eu surto,eu grito!

E nada! Nada disto me faz amar menos meus filhos . Não sou a melhor mãe,mas sou exatamente a mãe que eles precisam que eu seja. É para o meu colo que eles vão correr sempre e não para o de quem me critica!

Por hoje eu só quero menos julgamento e mais empatia.

♥♥

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O novo integrante da Família

Há 25 dias recebemos em nossa casa um novo integrante. Ele chegou de forma tranquila, em um domingo de manhã. Tudo planejado,aguardado, metodicamente preparado. Chorando forte, fazendo xixi na pediatra e com um excelente apgar.

Assim chegou João Pedro pelas mãos do Dr. Cláudio Miranda,um verdadeiro anjo na minha vida! Gratidão eterna!

E  nossa família se transformou,nossa rotina… Helena agora é irmã mais velha e eu sou mãe de dois, mãe de menina e de menino.

Um turbilhão de sentimentos ainda está aqui, por muitas vezes me deixando louca e melancólica! Na hora da correria, de ter que atender os dois, de tentar administrar tudo ao mesmo tempo. E ainda tem o marido,renegado a segundo,terceiro plano.

Muitas vezes eu me acho corajosa,outras vezes,louca e sempre muito,muito agradecida!

Só peço a Deus que sempre proteja meus serumaninhos e que apesar dos meus muitos erros, eu consiga acertar também. E que em meio aos gritos, falta de paciência, crises de choro,nunca nos falte amor!

♥♥

 

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Estou indo para a escolinha…

Olá!

Faz tempo que não apareço aqui eu sei…. Estes dias tem sido bem corridos sobretudo porque um dos momentos mais temidos por esta mãe chegou… O momento de minha pequena ir para a escola.

Confesso que já tive insônia pensando em como seria esta adaptação de ambas as partes. Durante quase quatro anos fomos praticamente só nós duas quase o dia todo vivendo nossa rotininha a qual estamos tão acostumadas.

Me sinto feliz de ter esperado até aqui e colocado minha filha na escola com uma idade que eu acredito ser ideal para ela,próximo dos quatro anos e também por ela estar em uma escola em que eu senti o acolhimento necessário que toda criança deve ter.

Me surpreendi bastante, foi mais tranquilo do que todo medo que minha mente de mãe super protetora criou durante anos. Teve choro? Sim,teve. Teve mãe escondida no banheiro chorando de dó da filha, teve… Mas teve também orgulho da minha menina toda linda me contando da escolinha, teve alegria de ver seu sorriso ao me ver indo buscá-la na  hora esperada do reencontro. E tem uma mãe que pode agora ter um tempo para ela, pra estudar ou simplesmente para não fazer nada (ainda com aquela culpa básica né). Teve filme passando pela cabeça ao me ver ali no meio de outras mães a espera dos filhos. Pensei em mim criança há tanto tempo atrás, ao mesmo tempo em que me assusto ao ver que passei de menina que levava a mochila a mãe que prepara a lancheira.

Vida de mãe é assim, a cada dia novos desafios. É a felicidade de ver o filho crescer somada ao medo de saber que você agora não vai estar o tempo todo com ele. É dar lugar a novos personagens: a professora, os amigos…

Posso dizer que sobrevivi! Com alguma lágrima, com alguma culpa… Normal… Coisa de mãe.

E eu só posso pedir a Deus que te proteja sempre minha pequena… Eu estarei aqui olhando o relógio, contando o tempo para ir te buscar!

E que venham novas experiências!

 

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♥♥

Cada criança é uma bênção

Olá!

Com a chegada da internet e mais precisamente das redes sociais,tudo acaba virando um grande espetáculo,sendo visto e compartilhado com milhares de pessoas todos os dias. Anônimos e famosos ou anônimos que desejam ficar famosos,mostram suas vidas e o que andam fazendo de mais interessante ou o que pensam ser interessante.

Nos últimos dias o que mais me chamou atenção foi o nascimento da filha da Sabrina Sato, ex participante de reality show,tão acostumada com os holofotes e que fez de sua gravidez um acontecimento nacional e quiçá mundial. Sabrina definitivamente roubou o lugar que antes era ocupado pela apresentadora Xuxa, de grávida mais comentada do país. E a pequena Zoe destronou Sasha, que há 20 anos eram a recém nascida mais famosa do Brasil, sendo matéria de um Jornal Nacional inteiro. E olha que naquela época, praticamente ninguém tinha internet. Rede Social então nem existia.

Fico pensando se as pessoas estão perdendo um pouco a noção do que é público e do que precisa ser mostrado. A hora do parto,momento tão íntimo, que deveria ser celebrado entre os mais íntimos,sendo colocado ali diante dos olhos de todos. A mãe triunfante, surge maquiada e muito bem amparada, com todos os recursos possíveis a seu dispor. No parto das famosas não há falta de respeito, não há violência obstétrica, até a dor parece ser mais branda. E dias depois  vêm a barriga trincada exibida como troféu nas redes sociais.

E é neste momento que vem o estranhamento. Você pensa  na sua dor, na sua cara atropelada do pós parto e muitas vezes na falta de respeito que sofreu, na violência a que foi submetida e não se enxerga naquela cena perfeita de mulher linda e plena dando a luz.

E é aí que mora o perigo. O perigo de nos acharmos menores,menos fortes e menos capazes. Não aguentamos as 24 horas de trabalho de parto,não aparecemos maquiadas nas fotos, não enfeitamos uma ala inteira de uma maternidade, não temos barriga trincada nem agora, anos após o parto,não somos capa de revista…

Mas será que é isto que realmente coloca uma mulher e bebê que acaba de chegar em um patamar de importância? A forma como se nasce… Em uma maternidade chique ou em uma ala conjunta no SUS? De parto dito normal após horas de dor ou em uma cesariana agendada por opção? Em ser uma mãe holofote ou uma uma ilustre desconhecida?

Não somos todos seres humanos? Não deveríamos ser reconhecidos da mesma forma?

Que possamos olhar cada nascimento como um momento único e especial. Cada criança sendo um verdadeiro milagre: amada,esperada e abençoada…

Que assim seja!

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Estou indo para a escolinha…

Olá!

Em 2019 se Deus quiser minha serumaninha finalmente vai para a escola. Digo finalmente porque não passa um dia em que não escuto a famosa frase vinda de conhecidos e até de gente que eu nunca vi na vida.

Ela está na escolinha?

Helena completa 4 anos em março e sou obrigada por lei a colocá-la na escola. Farei isto não por obrigação,mas por sentir que está na hora de ela ir mesmo. O que me causa estranheza é que as pessoas me olham torto por eu ter optado em não matriculá-la antes. Parecem pensar que ela vai ficar atrasada ou que eu estou sendo irresponsável. Eu sou super a favor de que criança tem que ir sim para a escola e definitivamente não sou adepta do homeschooling (escola em casa) . Mas também não sou a favor de colocar a criança muito cedo na escola. Fui matriculada aos seis anos e não tive nenhum prejuízo com relação a isto, pelo contrário,aproveitei bastante minha primeira infância brincando e praticando o ócio.

Também não quis colocar minha filha em período integral e acredito que esta não é a melhor opção para a criança a não ser que os pais definitivamente não tenham outra alternativa. Se é cansativo para um adulto trabalhar o dia todo, porque não seria para uma criança ficar o dia todo na escola?

Futura Pedagoga que sou, não entendo essa necessidade das pessoas de encher as crianças de atividades cada vez mais cedo e de alfabetizar muito cedo também. Educação infantil é para brincar e não para aprender a ler. Tudo tem o seu tempo e acelerar este processo só piora as coisas.

Ainda não decidimos se vamos colocar na escola pública ou particular (muito provável particular). Quando as coisas estiverem certas, venho contar para vocês como foi o processo de escolha e o que levamos em consideração.

Confesso que já estou sofrendo, hahahahahaha

Mas este com certeza é um grande marco de desenvolvimento na vida da minha pequena e o segundo corte do cordão umbilical,rsrsrsrs.

Lembro com carinho do  meu primeiro dia de aula nos já distantes anos 80. Foi super tranquilo e feliz  e assim desejo que seja com minha filha!

 Ah.. Minha Escola Infantil Abelhinha Feliz.

Saudades!!!!!

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