A mãe e o celular

A notícia de que a mãe de uma criança de dois anos teve seu banho transmitido ao vivo via Facebook bombou esses dias. O menino estava brincando com o celular da mãe e acabou sem querer obviamente fazendo sua mãe passar por esta situação para lá de constrangedora.

Ao ler a matéria em um post no Facebook eu fui logo ler os comentários. Admito que sou viciada em ler comentários. Aliás,leio os comentários dos comentários também! Foi neste momento em que me deparei com uma enxurrada de críticas:”celular não é brinquedo”, “bem feito,quem manda deixar o filho fazer tudo o que quer”, “se estivesse com um brinquedo e não com um celular,isto não tinha acontecido”.

Engraçado que olhando o perfil dessas pessoas, percebo que aparentemente a maioria nem filho tem para falar uma coisa dessas. Eu também já fui assim. Lembro que muito antes de a minha serumaninha nascer, eu estava com meu então namorado e hoje marido no shopping e criticava aquelas mães que levam seus filhos ao fast food. ” Meus filhos não vão brincar em shopping. Vão brincar em pracinhas,ao ar livre e só vão comer coisas saudável!! Sei, sei bem…. Na parte de comer só coisa saudável eu cometo muitos deslizes e na parte de não ir a shopping,nem vou comentar para não passar vergonha.

Antes de ter filho a gente fala um monte de coisa que vai fazer ou que não vai fazer,para depois descobrir que criar filho dos outros é uma tarefa infinitamente mais fácil que criar nossos próprios filhos e que a maternidade perfeita que a gente sonha não existe. Teoria é uma coisa,prática minha filha é outra bem diferente.

E as que tem filhos e criticaram ,são mais  mais condenáveis ainda porque já pisaram no terreno árido da maternidade e sabem como funciona. Só quem é mãe sabe que no desespero do dia a dia para conseguir fazer alguma coisa, como tomar um simples banho, que era afinal o que aquela pobre mulher estava tentando fazer, a gente faz qualquer negócio. A gente dá o celular sim e se bobear a gente compra um só para a cria brincar!

Hoje eu sei que é preciso ser mãe primeiro para depois criticar a maternagem de alguém e se mesmo depois desta experiência a gente o fizer, nunca é demais lembrar: Cuidado com o cuspe para cima. O julgamento de hoje será a língua paga de amanhã.

 

♥♥

 

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Quatro anos depois do SIM!

Há quatros anos,mais precisamente no dia 16 de outubro de 2013,eu passei a ser esposa de alguém. Lembro que era engraçado e até estranho ter entrado em um cartório solteira e ter saído minutos depois, já com outro sobrenome e outro estado civil. Apesar dos 4 anos de namoro, quando finalmente eu disse SIM deu aquele medo básico diante de um novo desafio. E estar casado é sim um baita desafio na vida.Oito meses depois eu engravidei e no nosso primeiro aniversário de casamento,a serumaninha Helena já estava na barriga.

Procurando na internet,eu vi que este ano são as bodas de flores e frutas. Posso dizer que nem tudo são flores e nem tem o gostinho bom das frutas,rsrsrsrs. Ás vezes sinto que tudo sempre foi um turbilhão e que a gente ainda não teve tempo de “curtir o casamento” que nem o povo fala. Hoje eu sou muito mais mãe da Helena do que esposa do Edgar. Estou sempre cansada,quase desmaiada,por vezes mal humorada e sempre descabelada,rsrsrs. Mas tenho meus momentos de romantismo,poucos,quase inexistentes (coisa de capricorniana).

Depois que a gente tem filhos,o casamento fica estranho,a gente se afasta um pouco eu acho. O primeiro ano pós filho é o caos, mas depois as coisas vão se acertando,eu espero. A gente começa a entender que daqui uns anos vai sentir até falta daquele pesinho na cara que a gente leva da cria quando compartilha a cama. Vai lembrar dos serumaninhos pequenos,vai ver as fotos deles e duvidar do quanto cresceram. Daqui um tempo,vamos ser dois velhinhos sozinhos em casa, porque as crianças cresceram e foram viver suas vidas. Daqui um tempo, a gente vai ficar ansioso para receber os netos,os filhos dos nossos serumaninhos em casa e vai entender o que é ser coadjuvante na criação de alguém. ( e aí talvez eu entenda minha sogra)

Até lá,vamos vivendo nossa vida simples e bagunçada. Hora cheia de aventura, hora comum demais. A gente não fez tudo que queria até aqui,mas fizemos uma serumaninha prá lá de especial. Tem coisa mais incrível do que isto? Tem riqueza maior no mundo?

Então eu comemoro com você que me ensinou tantas coisas, que me ensinou a ouvir Rock In Roll e a rir das suas brincadeiras mais bobas e criativas com a nossa filha (como ela adora você!!!!!!!!!!!). Eu sei que te ensinei muitas coisas também, a viver uma vida mais leve, a não ser tão encanado com tudo, a rir das bobeiras mais bobas. E assim, você na sua organização(eu aprendi muito com esta característica sua ) e eu na minha bagunça intrínseca (que te enlouquece) vamos seguindo….

E que venham os 5 anos,que venham as bodas de madeira, e que venham mais serumaninhos!

Amém!

♥♥

 

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Olhar 360º  Fotografia 

 

Créditos da Foto: Marcelo Mascarenhas- Olhar 360º Fotografias- Clique Aqui

 

 

 

meu perfil

Extreme Mom- Aquela tal disciplina…

Nunca fui “Disciplinada” na minha vida. Nem no tempo de escola, nem com as minhas tarefas de casa, nem com objetivos pessoais. Pelo contrário, sou a personificação da ” bagunça generalizada”. Sou aquele guarda roupa com tudo misturado, enroladinho e socado que despenca sempre quando a porta se abre, sou aquele boleto esquecido em cima de uma mesa, um sapato faltando um pé. Eu sou assim, eu sou a bagunça.
A maternidade transforma as pessoas? Sim, em partes. Guarda roupa do meu pequeno está a léguas do meu, todas roupinhas dobradas, organizadas por tipos e tamanhos. As mamadeiras, chupetas e outros acessórios de uso dele estão todas guardadas limpas e agrupadas. Roupas para lavar separadas. Roupas para secar no cestinho. Tudo na mais perfeita ordem. A parte mãe consegue se organizar, o resto de mim ainda não. Mas ainda me pego pensando na disciplina que algumas mães conseguem adotar.
Lendo uns textos em páginas de maternagem, me deparei com: “não dou colo demais não, por que depois não vou conseguir fazer nada.”; “se vejo que ele está com sono, eu coloco no berço e deixo ele lá, ele chora um pouco mas depois dorme. Ele precisa aprender.” Longe de mim julgar, contestar o “estilo” de cada mãe, mas eu não conseguiria. Minha criação é toda com apego, é colinho sempre que se faz necessário, pra acalmar o choro, pra acalentar, pra aliviar a dorzinha, ou por pura saudade. Se os afazeres de casa tão ai, se não tem copo pra tomar água, se a pia parece o monte Everest, eu olho pro lado, cubro os olhos, pois o serviço vai me esperar, CERTEZA!
Ontem olhei pro meu marido e com os olhos marejados disse que o tempo está passando rápido demais, o bebê que a pouco estava no meu ventre, o meu companheirinho, já vai fazer 3 meses! Vejo o desenvolvimento dele de pertinho, cada conquista dele e isso é tão gostoso. Ver a descoberta das mãozinhas, o exercício de sustentar mais a cabeça e o olhar curioso pro universo sem limite que esta a sua volta.
Meu Deus!! Sou grata por essa pequena criatura, e não consigo colocar nada á frente dele. A vida é difícil, manter uma casa de pé, manter as contas em dia, a feira, o supermercado, as roupas, o trabalho. Conciliar a mãe, a esposa, a mulher, a profissional, a filha e outras centenas de tarefas não é nada fácil. Algumas de nós não tem muitas opções, deixar o filho nem sempre é escolha, mas necessidade. Entendo vocês.
Mas nos outros casos, sei lá.. Não consigo ter essa disciplina. “Deixa ele chorar um pouco.” “Ele tem que aprender.” “Não dá colo porque vai mimar.” “Não deixa ele dormir com você.” Essas e outras centenas de premissas que eu não consigo seguir. Minhas costas vão doer, a minha casa vai ficar um caos, a cama apertada, mas o amor dedicado meu pedaço de gente ainda vai estar em dia. Isso é a minha prioridade pro momento. O resto pode esperar, meu filho vai crescer… Nessa velocidade absurda, e eu terei tempo de sobra pra por em dia tudo que eu deixei de lado pra ver ele crescer.
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 Cindia Matos,27 anos,esposa do Jhonatan,mãe de 3 guris

Bem vinda ao time,Cindia! Extreme Mom

Olá!

Não falei que hoje era dia de novidade no Meu Serumaninho. Hoje acordei cedo (até parece que nos outros dias acordo tarde,rsrsrsrs) e vim correndo para apresentar nossa nova colunista, Cindia Matos. Não preciso nem dizer que estamos super felizes e muito agradecidas por ela dividir com a gente suas experiências (muitas,já que é mãe de três.). Cindia vai escrever a coluna Extreme Mom- A missão quase enlouquecedora de ser mãe de guris.

Então vamos deixar que ela se apresente:

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Ela não é o máximo?! Bem vinda ao time do Meu Serumaninho Cindia!

 

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Não é apenas um vídeo inocente- As propagandas disfarçadas no You Tube

Olá!

Há pouco tempo atrás,escrevi um post aqui dizendo que não pretendia  uma Baby Alive para a minha filha,pelo menos por enquanto. Como em questões da maternagem,a gente costuma cuspir para cima, eu acabei comprando. Na verdade, meu marido comprou. Não compramos das mais caras,compramos uma intermediária,mas mesmo assim,com um preço bem maior do que eu considero ideal para um presente para uma criança de dois anos e meio.

Helena a princípio ficou louca com a boneca. Pegava,abraçava,beijava. Aí ela colocou no chão para engatinhar. Foi aí que tivemos que explicar a ela que aquele modelo não engatinhava. Nesta hora me veio a culpa e o desespero. Preciso comprar esta boneca que engatinha. Preço? Quinhentas pratas na promoção. Sem chance de o marido comprar. Mas se eu tivesse trabalhando fora eu compraria. Porque mãe compra!E tem que comprar os acessórios também. A fralda, a papinha, o berço, o bebê conforto,etc,etc,etc…

Hoje quando vejo que a boneca está repousando no quarto da minha filha e que ela não dá a mínima para ela,eu vejo que teria sido loucura comprar uma mais cara porque o destino dela seria o mesmo. Comprou,brincou,enjoou. Mas a Baby Alive e tantas outras marcas famosas de brinquedo se transformaram em status social, um atestado de que você pode comprar para o seu filho aquilo que “ele quer”.

E onde minha filha de 2 anos que ainda não vai para a escolinha e que praticamente só fica comigo em casa viu essa tal boneca? Na TV? Não! A Baby Alive apesar de muito poderosa,não precisa de comercial na TV. Ela está na internet,na terra sem lei onde o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) não pisa. A propaganda está nos vídeos supostamente inocentes de You Tubers mirins no alto dos seus 4 anos de idade que mostram o seu dia a dia,suas brincadeiras, suas bonecas. Tudo muito natural,tudo espontâneo.

Certo?

Errado!!!!

E esta é a parte mais cruél da propaganda,quando vem disfarçada, quando vem em um combo que você não pediu.

As marcas de brinquedo espertas que são já perceberam isto e claro,não perderam tempo. É a propaganda disfarçada de brincadeira de criança. A mãe coloca no You Tube para ter um minuto de sossego e tome propaganda. E os vídeos não tem nada de caseiro,são muito bem feitos e muito bem produzidos. E o que é pior, feito por crianças,fazendo com que seu filho tenha uma identificação imediata. Helena conhece as You Tubers, já tema suas preferidas,sabe seus nomes. É como se fosse uma amiguinha que tivesse vindo brincar com ela e trago a boneca nova para ela ver. Só que não!!!!!!!!!! Obviamente  que estas crianças recebem “mimos” das marcas em troca desta publicidade velada.

E quem paga o pato? As crianças,cada vez mais inseridas no excesso de consumo, os pais, cada sia mais endividados para fazer os gostos das crias e consequentemente toda a sociedade, perdida e confusa a cerca dos verdadeiros valores morais.

Estou tentando tirar minha filha deste círculo vicioso, não permitindo que ela fique horas a fio em frente a TV. Não é fácil porque a TV como disse muitas vezes é salvação para uma mãe cansada e atarefada, mas é preciso,é necessário,é vital!

Eu digo com toda a certeza mamães! Não é somente um vídeo inocente!!! Vamos proteger nossos filhos deste rolo compressor chamado consumismo!

Ah e só para deixar bem claro. Eu dei presente de Dias das Crianças para minha filha. Presente ou presença? Sou a favor do presente (consciente) e da presença. Assim,tudo junto!

 

♥♥

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