Sobre amizades reais e imaginárias

Olá!

Estes dias eu estava refletindo sobre amizade e em como esta palavra tem sido banalizada principalmente com a chegada das redes sociais. Você mal conheceu a pessoa e já está chamando de amiga e se achando íntima da mesma. Andei pensando nas pessoas que já chamei de amigas ao longo da vida e como estas amizades foram transitórias. Pessoas com as quais eu convivi por um período e depois a gente simplesmente se afastou. Cheguei a conclusão de que meus amigos e amigas foram na verdade “amizades de verão”.

Trabalhava em algum lugar e me aproximava de alguém, compartilhávamos bons momentos, mas assim que saía do emprego, passavam-se alguns meses e eu não tinha mais contato. Da mesma forma as amizades que eu tive durante minha vida acadêmica. Sabe aquele famoso: da faculdade para a vida? Não rolou! Acabou o curso,a amizade se foi. Não foi automático, claro,mas a coisa foi esfriando e em um belo dia eu percebi que não tinha mais assunto com meus companheiros de luta da graduação.

Depois que me tornei mãe também entrou em minha vida um outro tipo de amizade transitória. Os grupos de mães e grávidas (já até fiz um texto bem humorado sobre isto no blog) são o ápice daquela intimidade instântanea com pessoas que você acabou de conhecer (serão os hormônios?). Compartilhar as dores e as delícias da maternidade produz um companheirismo e uma rivalidade (mães competem por tudo) que vocês não têm ideia. Mas aí os filhos vão crescendo, ficando mais independentes, as dúvidas vão diminuindo e você vai percebendo que aquelas super amigas do grupo não eram tão super amigas assim. E também conclui que você ainda continua sendo um ser humano com outros interesses que vão muito além de fraldas e mamadeiras.

Mas talvez o questionamento em relação a amizade que mais me incomodou e me entristeceu foi perceber que aquela amiga de infância com quem eu compartilhei uma vida inteira não é a pessoa que eu idealizei. Comecei a me perguntar se a gente se conhecesse hoje e não há trinta anos atrás se seríamos amigas (muito provavelmente não!). Percebo que a vida nos levou para caminhos muito distantes que só se encontram quando a gente fala da infância,da adolescência e parte da juventude que passamos juntas. Mas quando passa disto, o silêncio se faz notar… Nos distanciamos. E não apenas fisicamente. Nos distanciamos em ideais, modos de vida, ambições, posicionamentos… O que fica é aquela memória afetiva. E só! É triste,mas é a realidade.

Eu sinceramente não me imagino amiga de ninguém nunca mais!Falo amiga mesmo e não mera conhecida. Posso parecer chata mas ultimamente eu estou mais “bicho do mato” do que nunca! Sem redes sociais,sem amigos virtuais,superficiais,imaginários…A verdade é que se for para me decepcionar, que seja comigo mesma.

Imagem: Pixabay https://pixabay.com/pt/photos/meninas-crian%C3%A7as-amigos-jovem-462072/

Depois dos 30…

Olá!

Estava aqui pensando que os acontecimentos mais importantes e transformadores da minha vida aconteceram bem próximo ou depois dos 30 anos. Concluí minha primeira faculdade aos 29, me casei aos 31,tive minha primeira filha aos 33, meu segundo aos 37, me formei em pedagogia aos 38.E fiquei me perguntando o que de fato eu fiz na minha juventude, rsrsrsrs.

Quando era adolescente, eu achava que aos 20 eu já estaria casada e aos 25 eu já teria um casal de filhos. Eu sempre dizia que ia ter quatro. E já estaria bem estabilizada profissionalmente. Porém aos 20 eu nem namorado tinha. Conheci meu marido aos 27. Nem me imaginava com 40 anos. Na verdade,quando eu era bem novinha, achava uma mulher de quarenta, uma idosa, hahahahaha. Lembro que fiquei espantada quando minha mãe engravidou com esta idade.

O tempo passa e a gente vai percebendo que a vida não é um roteiro de filme em que tudo acontece de forma planejada. Das coisas que eu queria realizar aos 20 (menos os quatro filhos) eu acabei realizando todas mesmo que não no tempo em que eu previa. Com certeza a Raquel de 20 anos atrás, não imaginaria que estaria começando em uma carreira quando estivesse próximo dos 40 anos. Mas o tempo é essencial para colocar a gente no eixo. Quando penso no primeiro vestibular que eu fiz na vida aos 17 anos eu me pergunto onde eu estava com a cabeça. Prestei para medicina. hahahahhahahaha

Definitivamente eu nunca seria médica ou qualquer outra profissional da área da saúde. Mas naquela época,achava que o simples fato de eu ser fã da série Plantão Médico (a mãe de Greys Anatomy) e ter um crush pelo doutor Carter me habilitavam para exercer a medicina. Doce engano,rsrsrsrs. O tempo me provou que se por um milagre eu tivesse passado no concorrido vestibular de medicina da UFMG eu não teria durado um semestre na faculdade. Teria desmaiado na primeira aula prática.

O mundo perdeu uma médica mas ganhou uma pedagoga…

Que bom!

Fonte: Pixabay

Uma nostalgia básica

Canal: Leonardo Ferreira

Maternidade: O medo e a coragem andando juntos…

Olá!

Quando entrei na sala de parto para ter o João Pedro eu senti muito medo. Quando Helena nasceu foi diferente, Ela nasceu de cesárea após longas horas de contrações bem doloridas. Porém o parto em si foi super rápido. Nem deu tempo de sentir nada. Mas do João foi diferente. Uma cesariana programada. Uma espera em uma sala junto com duas mulheres. A gente ficou ali rindo até eu ser chamada. Estava uma tranquilidade só até eles me virarem para ser anestesiada. Nesta hora eu pensei :

E se eu morrer? Minha filha vai ficar sem mãe.

O que eu fiz? eu devia estar louca quando engravidei novamente.

A verdade é que quando fui ter a Helena, eu não tinha outro serumaninho me esperando em casa. Mas graças a Deus deu tudo certo e eu saí de lá com o meu caçulinha nos braços.

A maternidade tem o poder de nos fazer muito fortes. Encaramos contrações,cirurgias,anestesias, dores e nossos maiores medos só para ver nossos filhos felizes. Não há dúvida que mataríamos um jacaré a dentada para protegê-los. Porém, nos coloca diante de nossas maiores fragilidades. Começamos a ter medo de mosquitos (eles transmitem doenças), vírus,bactérias, pessoas, medo do frio, do calor,medo de tudo que possa fazer mal aos nossos filhos. A maternidade escancara o fato de que por mais que os protegemos, não podemos protegê-los de tudo. E isto é muito cruel, acaba com a gente.

Que mãe não gostaria de proteger o seu filho de todo mal que há nesta terra? Este sim é o meu maior sonho…

Imagem: Pixabay

The Handmaid’s tale (minhas séries 2021)

Olá!

Pensa em uma pessoa que desiste de várias séries pelo caminho.

Eu!

Mas em 2021 decidi colocar as séries abandonadas em dia,rsrsrs. A primeira delas foi The handmaid’s tale que comecei a assistir em 2019, quando minha filha entrou na escola e eu estava no final da gestação do João. Me empolguei logo pela série, mas devido aos constantes problemas com a GloboPlay (travava a cada 5 minutos) eu acabei desistindo . Ano passado resolvi dar uma nova chance ao aplicativo e para minha felicidade,estava funcionando normalmente.

A série mostra um futuro distante em que fundamentalistas religiosos da República de Gileade dominam os Estados Unidos. Devido a drástica queda da fertilidade, eles capturam mulheres férteis para “salvar a humanidade do fim”. Detalhe é que estas mulheres (chamadas de aias) são separadas de suas famílias para serem estupradas pelos comandantes com a total aprovação de suas esposas em um ritual chamado de Cerimônia para engravidarem e entregarem seus bebês para o casal.Entre estas aias está June Osborne,interpretada pela atriz Elizabeth Moss ,que passa a ser chamada de Offfred em referência ao comandante que ela “serve”.

Baseada no livro homônimo de Margaret Atwood, a série conseguiu prender a minha atenção e abre uma reflexão a respeito da linha tênue que separa a religião do extremismo e que sempre precisamos ficar atentos para que nossa crença não seja deturpada por interesses individuais ou coletivos.
E claro,pode até ser uma série feminista , mas eu não estou nem aí! É bem boa, rsrsrsrs.

Já estou ansiosa pela quarta temporada e pelo desfecho da história. Enquanto não chega, vou retomar The Crown, a próxima da lista.

E você? está assistindo alguma série? Conta para mim! Vou adorar saber.

The handmaid’s tale

Onde Assistir: GloboPlay

Até que Fernando chegou…

Olá!

Há algum tempo atrás (antes da pandemia chegar) eu sempre “acompanhava” pela cozinha aqui de casa as badalações que aconteciam no apartamento do casal do andar de cima. Som alto, conversas até altas horas e muita risada. Confesso que em algum momento eu senti uma invejinha e uma saudade de ter uma vida social mais agitada.

Em alguns momentos eu pensava se eles sentiam uma certa pena da gente apesar de não conviverem conosco, mas ao escutarem o choro e a gritaria das crianças e imaginarem que nos tornamos escravos de uma vida sem badalações. Eu também me perguntava o porquê de eles não terem filhos. Se era uma escolha. Ficava pensando que eles por outro lado poderiam almejar a nossa vida, cheia da agitação das crianças. E enquanto escutava as músicas vindo do som alto deles (boas músicas inclusive) eu fazia todas estas suposições.

Até que em maio de 2020, bem no início da pandemia, em um domingo, percebo uma movimentação na entrada do nosso prédio. Buzinaço, carros com balões azuis, pessoas com pacote de fraldas nas mãos,uma mesa enfeitada com docinhos e uma mulher parada no portão com um bebê nos braços. Não consegui reconhecer quem era até que meu marido diz que é a nossa vizinha do quarto andar.

“Ela teve bebê? Nem vi ela grávida”.

A verdade é que Fernando chegou e veio transformando tudo. No lugar de festinhas ao som de rock dos anos 80, aquele chorinho de bebê que invade a madrugada. Chegou transformando tudo, chegou,chegando. Algum tempo depois em conversa com a mãe do Nando, eu descubro que ele não veio para ela da forma que os meus filhos vieram.

“Um anjo colocou ele na minha vida”. Assim a mãe definiu a chegada do filho através da adoção.

E agora somos duas mães trocando figurinhas, rsrsrsrs. Agora talvez ela entenda meus gritos, a minha loucura habitual do cotidiano. E eu também me acostumei a vê-la saindo com bolsas e mil coisas a tiracolo. Coisa de mãe. Ah, e o Nando também é de março, igual meus dois serumaninhos. Que lindeza! Adorei!

Foto: Pixabay

Tempo de Recomeçar

Recentemente a igreja que frequento perdeu um de seus membros mais antigos. Alguém que eu conheço desde que me entendo por gente e não lembro de um dia em que eu não tenha ido a igreja e ele não estava lá. Foi meu professor,regente do coral em que eu cantava,conselheiro. Enfim…Diante da tristeza que nos acomete em um momento desses não teve como algo não me chamar atenção o fato de que o Sr. Eliakin queria recomeçar aos 90 anos de idade. Ele pretendia inaugurar um ponto de pregação em nosso bairro. Infelizmente não foi possível. Porém me faz pensar que sempre é momento de ter fé, de fazer planos, de empreender.

Vivemos em uma sociedade que valoriza a juventude e despreza a velhice. A busca pela beleza estética e respostas rápidas para tudo tem feito com que muitos se achem ultrapassados aos quarenta anos de idade. Muitas vezes este sentimento invade o meu coração me fazendo temer diante de uma possibilidade de entrevista de emprego concorrendo com recém formados na casa dos vinte e poucos anos. Será que terei chance?

Porém ,hoje ao me lembrar do Sr. Eliakin fazendo planos aos 90, eu retomo a esperança. Penso que diante de toda experiência dele (e que falta faz) eu ainda sou uma menina com muita coisa para aprender e compartilhar.

Foto:@brendalealfotografia

Os filmes que eu assisti- Piaces of Woman (com spoilers)

Olá!

Este 2021 vou tentar escrever aqui sobre filmes e séries que eu for assistindo e também indicações de outras produções que eu já assisti. Está bem complicado arranjar tempo ou melhor, está complicado que as crianças deixem que eu assista alguma coisa. Mas de vez em quando, eu consigo e hoje foi um desses dias. Sabe aquelas pessoas que dão aquela zapiada e acabam sempre assistindo filmes repetidos? Sou dessas! Mas vou tentar vencer um pouco esta preguiça e assistir a filmes inéditos.

Então vamos lá!

Piaces of Woman (EUA,2020) é um filme dirigido por  Kornél Mundruczó e protagonizado por Vanessa Kirby. Para quem assistiu a série The Crown,ela foi a princesa rebelde Margareth. Demorei um tempo até reconhecê-la,já que está com os cabelos loiros. Mas enfim, ela está lá.

Vamos ao roteiro: Martha e Sean é um jovem casal a espera de sua primeira filha e decidem pelo parto em casa. Porém no dia tão esperado, a doula que os acompanhou durante a gestação não pôde ir,já que está acompanhando outro parto e envia outra pessoa. Após muita contração e muita dor (que confesso , foi difícil assistir), a criança acaba nascendo e vivendo poucos minutos devido a um sofrimento fetal.O filme mostra a dolorosa experiência do casal em vivenciar o luto, sobretudo, Martha, que se sente culpada e julgada pela escolha de ter a filha em casa e não em um hospital, onde possivelmente sua filha teria mais condições de sobreviver.

Não quero entrar aqui no mérido da escolha dela pois já deixei bem claro no blog a minha opinião a respeito de parto em casa e doulas. O fato de eu não ter gostado do filme não tem a ver com isto. O que me incomodou foi o que apesar de sentir empatia pela protagonista ( e como não sentir a dor de uma mãe que perde um filho?) eu não consigo me interessar pelo desenrolar da trama. Em certos momentos, de tão arrastada ,vale aquela acelerada básica no controle remoto. O foco excessivo na mãe,que acontece em filmes que falam sobre morte de crianças, é recorrente aqui. O pai fica ali sempre como aquela figura que tenta retomar a vida “normal” e isto para ele se resume a fazer a mulher a voltar a se interessar sexualmente por ele. Vale inclusive casos de infidelidade conjugal para ambos os lados.

Há algum tempo atrás, um conhecido meu que perdeu sua filhinha recém nascida prematura extrema, publicou um texto no Facebook relatando como o luto de um pai,embora com menos holofote, dói da mesma forma. Ele fala que cabe ao pai desmontar o bercinho do filho morto, que cabe ao pai dar forças para a mãe quando por dentro ele está despedaçado. Em Piaces Of Woman, este aspecto é pouco explorado, bastando mostrar o distanciamento entre eles,que acontece sim nestes casos, mas não se resume a isto. O pai inclusive não participa do momento em que as cinzas da pequena Yvette são jogadas no mar. Mesmo que cada pessoa tenha uma forma de reagir a uma situação tão extrema , a frieza da protagonista me incomodou bastante a ponto de eu sentir um certo rancinho dela.

O que vale neste filme para mim é colocar em debate a discussão a respeito a respeito do parto e até que ponto a vontade e até mesmo o direito de escolha da mulher pode ser maior que a segurança do bebê que está por vir. O final do filme (não vou dar spoiller) é decepcionante para mim e serve para tirar definitivamente da minha lista de filmes que um dia assistirei novamente.

Mas fica a dia! Se você assistir,venha contar paara a gente o que achou.

Ficha Técnica:

Filme: Piaces Of Woman (EUA,2020)

Duração: 2 horas e 8 minutos

Onde Assistir: Netflix

Filhos entediados.

Observo minha filha de cinco anos durante esta quarentena eu me pergunto: De onde vem tanto tédio? Vez ou outra ela vem atrás de mim dizendo que não tem nada para fazer.

Como não?

E os brinquedos aos montes no quarto? E os canais de Streaming e o You Tube? E o seu irmão? Dá para fazer tanta coisa minha filha!Mas ela continua lá,inerte reclamando de tudo.

Assistindo a um vídeo do canal Ana Desidério, eu refleti bastante sobre o porquê as crianças desta geração tem dificuldade em brincar e se empolgar com as brincadeira e ficar ali durante horas que nem a minha geração por exemplo. Porque estes meninos e meninas que possuem tantas opções para se divertirem,acabam não brincando com nada.

No vídeo em questão, a Ana falava extamente sobre a quantidade de coisas que as crianças possuem ou que oferecemos a elas para evitar que se frustrem. Ela cita o celular ou o tablet que está sempre ali a postos para controlar birras na cadeirinha do carro, ou a chupeta ou o biscoitinho que levamos para a ida ao pediatra. Vai que demora né. E assim criamos filhos que não sabem esperar, que não sabem se frustrar e que terão sempre por perto uma oportunidade de se sentirem confortáveis. Ela chama atenção também para o fato de que cada dia mais estamos proibindo nossas crianças de chorarem com este conforto instantâneo que depois se volta contra nós.
E se eu esquecer a chupeta? E se eu esquecer a mamadeira, o paninho de dormir, aquele brinquedo, o suquinho, o biscoito? E se a internet acabar?

Com esta quarentena ficou ainda mais evidente que não sabemos muitas vezes como lidar com uma geração totalmente digital, que já nasceu com a rapidez da internet e que não está acostumada a esperar por nada.


Está frio? Microondas esquenta.

Brinquedo quebrou? ?Compra outro pela internet.

Vontade de comer bolo? Compra na padaria

Gás acabou? Pede um IFood

Não tem escola presencial? Aula Online

E assim vamos criando uma geração entediada e apressada que não sabe vivenciar as pequenas coisas do cotidiano.

Ações para 2021

Estou há alguns dias (espero) do meu 39º aniversário e estive pensando em ações que pretendo fazer ao longo dos meus últimos 365 dias na casa dos trinta. Nada mirabolante embora confesso que me senti tentada a fazer a famosa lista das 40 coisas para fazer antes dos 40. Mas levando em consideração a quarentena e dois filhos pequenos para administrar, é melhor eu me atentar nas coisas possíveis. Então vamos la:

Não aceitar os “gurus” com resposta para tudo na minha vida- A internet é maravilhosa para conhecer pessoas diferentes e saber mais sobre diversos assuntos mas eu tenho tomado um cuidado para não fazer da vida do outro uma regra para minha vida. Apesar de achar as dicas da Marie Kondo muito legais como já falei acima, eu vou reter o que é bom para mim,o que dá para fazer de acordo com a minha realidade e não vou sofrer se algo não sair exatamente como está no livro. E esta regra também se aplica a outras áreas da minha vida,principalmente a maternidade. Vejo que muitas pessoas querem seguir as “Flávias Calinas” da vida, mas eu penso que cada uma deve fazer aquilo que for melhor para seu filho. Não é que mãe sempre sabe de tudo mas no fundo temos aquele sexto sentido que quase não falha.

Destralhar: Há alguns anos eu li o livro da Marie Kondo que é especialista em organização da casa e um dos primeiros ítens falava sobre destralhe. Coloque para fora de casa aquilo que não é útil para você. Doe aquilo que ainda pode ser usado e o lixo você descarta. Lembro que fiquei assustada (e ainda fico) com a quantidade de coisas inúteis que vamos acumulando ao longo da vida. Objetos que vamos comprando e que não servem para absolutamente nada além de ocupar espaço e entulhar a sua casa. Aqui no nosso apartamento um dos ítens que mais acumula é papel. Desde aquele desenho fofo feito pelos filhos até revistas velhas (vai que um dia eu precise para recortar alguma coisa para aquela atividade dos filhos né). O fato é que as escolas ainda são muito presas ao papel e todos os dias nossas crianças recebem milhares deles pelo mundo. Parece que se não escreveu no papel,não aprendeu. Tenho me policiado para não dar uma folha para meus filhos desenharem ou rabiscarem a cada momento de tédio deles para distraí-los quando preciso fazer alguma coisa e eles estão lá gritando na minha cabeça. Agora eu vou sempre pensar que aquilo será mais coisa acumulada para depois ir para a lixeira.

Menos brinquedos e mais experiências para meus filhos. No nosso apartamento de três quartos, um deles é dedicado a guardar os brinquedos das crianças. É tanta coisa que ás vezes eu fico perdida. Eles ganham muitos briquedos dos avó e tios mas muita coisa ali acumulada foi comprada naquela ida ao shopping sem pensar e para evitar aquela pirraça histórica.

“Compra! Só para ele (a) ficar quieto”.

Confesso que já fiz muito isto e assim a quantidade de brinquedos no quarto (e fora dele) foi crescendo e posso dizer que as crianças não brincam nem com 20 % do que possuem. Em 2021 eu quero sim presentear meus filhos porém em datas especiais (aniversário,dia das crianças e natal). Quero mais livros, mais jogos de tabuleiro… Enfim… Ficou evidente para mim que eles possuem muito mais brinquedos do que realmente precisam e para um mãe que já foi extremamente consumista,isto já é um grande avanço.

Voltar ao mercado de trabalho- Eu já falei muitas vezes disto aqui porém este ano tem um significado especial. Concluí minha graduação em Pedagogia e estou com muita vontade de começar a trabalhar na área que eu escolhi para a vida. Definitivamente eu nasci para ser professora, rsrsrs. Apesar da pandemia eu tenho fé que logo estarei no mercado novamente. Enquanto as escolas não reabrem, vou estagiando com uma aluna muito especial: minha filha Helena que completa seis anos em março e vai começar a ser alfabetizada.

Fazer minha pós graduação em Alfabetização e Letramento- Está aí uma área que eu disse que nunca ia trabalhar na Pedagogia. Veio o estágio e eu estou como? Apaixonada por Alfabetização. hahahahahahaha

Colocar minhas séries em dia (hehehehe)- Pensa em uma pessoa que começa a assistir várias séries e não termina nehuma?! Maratonas, aí vou eu!

Não ser escravizada pela maternidade- Nesses últimos seis anos eu vivi integralmente para meus filhos. Este ano eu pretendo trazer de volta a Raquel mulher, profissional, Ser Humano,rsrsrsrs. Claro que não igual a de antes. Em uma versão melhorada, mais autruísta e corajosa. Acredito que a maternidade me trouxe estas e outras qualidades. E acredito que apesar de amar meus filhos mais do que a minha própria vida, eu preciso estar bem para eles estarem melhor. E acredito que dá sim para ser uma boa mãe e continuar vivendo para si também. Muito da minha escravidão materna se deve justamente a estas “gurus” da maternidade que encontramos nas redes sociais. Estão sempre bonitas (sem olheiras), não gritam com os filhos e fazem da maternidade um sacerdócio. Porém eu sempre me pergunto onde elas arranjam tempo para publicar tanto conteúdo,tirar tantas fotos perfeitas e editar tantos vídeos. Nem se eu fosse um robô,hahahaha

Estas são algumas das minhas ações para 2021. E vocês? ♥♥♥

Gratidão

Deus me perdoe!

Me perdoe por estar tão cansada. O cansaço nos impede de ser gratos e nos preocuparmos com o que verdadeiramente importa.

Me perdoe por me irritar com os farelos de biscoito espalhados pela casa e não agradecer o fato de que se tem farelo no chão,é porque tem biscoito e criança em casa.

Me perdoe por reclamar das vasilhas sujas para lavar e esquecer de que somos abençoados por ter o que comer.

Me perdoe por não agradecer o privilégio de ficar com meus filhos em casa enquanto tantas mães não tem a mesma oportunidade.

Deus,me perdoe por reclamar tanto quando na verdade eu deveria agradecer.

A verdade é que me sentindo sufocada pelas tarefas diárias eu não consigo contemplar a beleza de tudo que tenho, de tudo que o Senhor me deu nestes 38 anos de vida.

Deus me ajude a ser grata e a olhar as conquistas com mais amor e os obstáculos com mais coragem.

Que eu consiga receber este novo ano com mais gratidão e resiliência!

♥♥

Metas de final de ano. Quem nunca?

Metas de final de ano. Quem nunca?

Faz muito tempo que eu não estabeleço metas para a virada do ano. Já fiz muito isto. Emagrecer, conhecer o príncipe encantado, casar, ter filhos, estudar mais… Enfim, estabelecer objetivos nesta época do ano é bastante comum. Parece que algo mágico acontece e ficamos mais fortes para eliminar de uma vez por todas a nossa procrastinação anual ou de uma vida inteira.

Daqui a um mês, se Deus permitir eu completo 39 anos (senhor!) e ficarei bem perto de mudar mais uma década. Pensando em quem eu era aos 10,20 e 30 anos, percebo que cada fase teve as suas alegrias e decepções. Claro que aos 10,muito mais alegrias,porém, ainda que mínimas, algumas decepções. Aos 20 eu estava no frescor da juventude e isto ajuda muito,apesar dos contratempos. Muitos sonhos e planos e uma vida inteira para alcança-los. Aos 30,eu já sentia o peso de não ser a mulher tão bem resolvida e bem sucedida quanto as pessoas julgavam que eu deveria ser. Eu estava naquele desespero biológico de casar e ter filhos.Hoje,perto dos 40 eu percebo que eu tinha muito tempo ainda e não precisava de tanta pressa. Depois de quase dez anos eu estou me formando em minha segunda graduação (Pedagogia) e tenho minha família (meus dois serumaninhos amados).

Sinto que minhas metas agora dependem muito mais de mim do que de outras pessoas e que ao contrário de dez anos atrás eu não tenho mais pressa para quase nada. Pelo contrário,estou desacelerando. Quero viver as coisas simples da vida que nesta quarentena se mostraram ainda mais valiosas ( cuidar das minhas plantinhas com amor ou assistir minhas séries e filmes preferidos ,por exemplo). Quero voltar a trabalhar fora,porém apenas meio horário. Se sobrevivi há cinco anos sem emprego formal,não é agora que eu vou me enfiar em uma empresa o dia todo e ficar longe dos meus filhos só para ganhar um pouco mais. Hoje tenho absoluta certeza de que ou é para viver de Pedagogia ou nada. Não dá para ter mais um diploma engavetado, não é mesmo ?

Porém a minha maior meta para 2021 é sem dúvida evitar a toxidade na minha vida (lugares,pessoas e até mesmo a minha). Se não está me fazendo bem eu não vou, eu não convivo, eu não aceito. Acredito que aos 39 anos eu posso me dar este luxo. Para começo de conversa eu aboli desde o final do ano passado as redes sociais da minha vida. Na verdade eu até tentei fazer um Instragran profissional, mas mesmo este estava me estressando com aquela obrigação de produzir um conteúdo para ganhar likes. Então, eu saí vazada. Não excluí minhas redes, elas continuam lá… só que no limbo do esquecimento. Quando decidi não entrar mais nas redes sociais ,eu pensei assim: Se sentir falta, depois de um ano eu volto. Não senti. Pelo contrário… Me senti aliviada e mais feliz.

Para 2021 eu quero vida real, amigos reais, alegrias e conquistas reais. Descobri que sou definitivamente um ser analógico,apesar de transitar no digital com facilidade. Mas o que eu gosto mesmo é de estar com quem eu gosto de verdade e isto não é possível através de uma tela…

3.9 aí vou eu…

♥♥





Precisamos falar sobre as crianças e o You Tube

Olá!

Faz muito,muito tempo que não escrevo nada aqui. Como vão vocês? Enlouquecendo com as crianças em casa o dia todo durante a pandemia ou seguem plenas?

Bom,se você respondeu a primeira opção,estamos juntas amiga. Mas tudo isto vai passar. Esperamos.

Hoje eu vim aqui falar de um assunto que está bombando nos top trends da vida: o caso da you tuber Bel e seus pais supostamente abusadores emocionais. Para você que não sabe quem é Bel e muito menos está inteirado do caso,uma rápida explicação:

Bel é uma menina de 13 anos que desde os seis,tem um canal no You Tuber em que ela, os pais e a irmã mais nova, de uns 4 anos fazem vídeos com vlogs da rotina, desafios (alguns bem bizarros) e todas aquelas coisas que esses canais já mostram todos os dias.

Acontece que o público começou a questionar as atitudes da mãe da garota (o api, como sempre se safa) alegando que ela é abusiva, pois além de submeter a adolescente a situações vexatórias desde criança, também a impede de crescer, a deixando sempre na posição de criança, mesmo já tendo 13 anos.

Não quero aqui condenar ou absolver ninguém,até porque as entidades competentes farão este papel (mesmo a internet já ter dado o veredito). O que quero refletir aqui é que o caso Bel é somente a ponta do iceberg desse terreno sem lei chamado: crianças no You Tube. O que a princípio era diversão,muitos fazem hoje sua profissão e ganham dinheiro (e muito dinheiro) expondo seus serumaninhos sem dó e piedade. E tem de tudo: criança vomitando após comer uma mistureba preparada pela mãe, criança sendo gravada chorando enquanto toma vacina, criança sendo gravada doente, internada em hospital, primeiro dia de aula, enfim… Tem de tudo um pouco. E enquanto isto,os pais estão ali gravando e pedindo likes !

Não sejamos hipócritas. Essas pessoas fazem isto por dinheiro sim! E estas crianças estão trabalhando sim! Mesmo que seja proibido a uma criança ou adolescente exercer qualquer atividade profissional, salvo em caso de aprendiz e a partir dos 14 anos. Aliás, essa sempre foi uma questão em relação as crianças que trabalhavam na TV apresentando programas ou atuando em novelas. Tanto que atualmente elas estão cada vez mais sumidas de la´. As emissoras estão evitando ao máximo problemas com a justiça.

E toda a loucura da superexposição das crianças na TV durante as décadas passadas foi transferidas para o You Tube e tendo a chancela dos próprios pais. Se antes, elas tinham empresários,hoje os seus genitores é quem fazem tudo,abocanhando uma generosa fatia do dinheiro que elas ganham do You Tube. Para saber quanto ganham esses canais,basta dar uma passadinha no site Social Blade. Você ficará espantado com a quantidade de dinheiro que esse povo embolsa.

Clique Aqui 

A violência que essas crianças sofrem é disfarçada de brincadeira, do discurso de que fazem porque gostam, porque querem. O fato é que elas estão ali exercendo um trabalho e portanto,seus pais estão cometendo um crime. Toda a discussão em torno do assédio psicológico que elas sofrem é absolutamente válido porém isto é mais um detalhe dessa prática leviana imposta pelos pais, que fazem de seus filhos, os provedores da casa. Para mim,segue aquela máxima sempre: Criança não trabalha. Criança dá trabalho ( e muito por sinal).

Cabe as autoridades competentes proibir este tipo de prática e excluir definitivamente todos os canais infantis do You Tube. Estou sendo radical? Talvez. Porém quando se trata de proteger uma criança, para mim não existe meio termo!

♥♥

 

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♥♥

 

 

Doce Esther

Olá!

Estes eu estou fazendo um teste de como será meu retorno ao trabalho. Comecei meu estágio obrigatório em uma escola particular  perto da minha casa. Inicialmente eu pensei em fazer em uma escola pública para ter uma experiência diferente, cheguei até a ir em uma, mas diante da recepção pouco simpática por parte da direção, resolvi continuar na escola em que eu já havia feito estágio em 2018.

Desta vez estou em uma sala de segundo ano, com crianças entre sete e oito anos de idade. As crianças são basicamente as mesmas com quem eu convivi semestre passado e uma delas me chamou atenção desde o primeiro dia: Esther.

Esther é uma menina linda, de cabelos lisos e negros (agora mais curtos), bem alta ( acho que a mais alta da sala). Ano passado já no primeiro dia ela se destacou entre os demais para mim ao vê-la chorando dizendo que queria a mãe. As crianças estavam em uma quadra onde acontecia um evento com os mascotes de dois times aqui de BH. Eu quis logo acolher a menina. Grávida na época, super sensível, pensei logo na minha filha que deixara em casa. Fui logo abraçando e tentando de alguma forma acolher aquela menina. Porém, diante da reação da professora, que a repreendeu, dizendo que ela já era grande e que não havia motivo para chorar, eu fiquei mais na minha.Esther definitivamente tinha sérios problemas em acompanhar a turma. Ela não conseguia fazer as tarefas a tempo,estava sempre atrasada e eu estava lá para ajudar.

Em 2019 retorno a sala para um novo estágio e eis que me encontro novamente com ela chegando atrasada e já falando que ela estava com um penteado diferente. Fico feliz em ver que ela progrediu na escrita e que já não tem tantas dificuldades. Porém,meu entusiasmo é interrompido ao ver que as outras crianças não gostam de Esther. Ela é ignorada, não é escolhida para o time na hora da educação física. Fica ali, parada, sozinha na fila, já que todos os outros foram escolhidos. Nunca tem dupla, nunca tem grupo. Aquilo é uma facada no meu coração.

-Como crianças podem ser tão más? Eu penso.

Em um determinado momento,não aguento e pergunto para outra menina porque ninguém escolhe a Esther e ela me responde:

Porque todo mundo acha ela chata!

Na verdade, o que as crianças chamam de chatice, eu investido e fico sabendo que a menina já está na terapia e que tem “um pequeno atraso” segundo a professora, que a chama de bebezona.

Talvez seja minha empolgação de quase professora que quer mudar o mundo, mas eu não consigo ficar inerte diante de uma situação dessas. Fosse eu já teria trabalhado isto com a turma, movido céus e terra para que Esther não fique mais sozinha e não sobre na hora da escolha do time.

O problema é que meu estágio já está acabando e eu não tenho autonomia e tempo para fazer muita coisa. Mas que eu vou tentar ajudar a Esther, ah isto eu vou…

De qualquer forma, no meu coração ela já é a minha preferida. Eu escolho você doce Esther.

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Meus Serumaninhos ♥♥

Olá!

Mais uma vez inicio este post com o tradicional: Faz muito tempo que não apareço aqui, rsrsrs.

A vida está muito,muito corrida. Agora sou mãe de dois serumaninhos: Helena, que já é conhecida aqui e João, que aos poucos vocês vão conhececendo! Confesso que tenho me sentido exausta dos pés a cabeça, principalmente a cabeça! hehehe Incrível como 4 anos entre um filho e outro fazem diferença. Já tinha perdido o costume de algumas coisas. Porém percebi que ainda sei fazer tudo (ainda bem). E agora eu sou bem menos exigente comigo.Não sinto tanta culpa,não sou tão neurótica! Me tornei uma mãe mais zen!

Poém só para o João! Para a Helena eu continuo a mesma super protetora de sempre! Não é uma questão de amar um mais que o outro. Eu amo meus dois serumaninhos da mesma forma, mas é que o segundo filho me trouxe menos cargas de culpas e medos nas costas. E meu menino é assim, risonho que só ele!Apaixonado pela irmã, que se mostrou uma cuidadora exemplar. Nessas horas que eu percebo que apesar de todo cansaço eu fiz a melhor escolha, eu dei o melhor presente que você pode dar a um filho:

Um irmão! ♥♥

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Perfeita não é a mãe!

Olá!

Finalmente encontro um tempo (na verdade,tenho muitas outras coisas para fazer), mas eu precisava falar, ou melhor, escrever.

Mãe de um recém nascido e de uma menina de quatro anos, tempo é algo que definitivamente ficou escasso para mim. Só esta semana consegui fazer as unhas (só as do pé) depois de quase dois meses (a última vez foi para ir para a maternidade), os cabelos eu não lavo há duas semanas. Este foi hoje inclusive motivo de discussão aqui em casa,já que meu marido mais uma vez me deixou para escanteio na tarefa de olhar as crianças para eu conseguir dar um jeito nas madeixas hiper cacheadas e fazer aquela escova básica em casa mesmo.

E então em minhas andanças pelas redes sociais (sim,eu uso muito o celular , me julguem!). Meu marido aliás me disse  que eu fico o dia inteiro no celular. Então tá! Quem será que olhou seus filhos então? Deu banho, deu mamadeira, fez a comida,lavou a roupa, ninou nas crises de cólica, trocou a fralda, deu o remédio… Ah sim,deve ter sido algum ser invisível que apareceu aqui.

Mas continuando…

Em minhas andanças pelas redes sociais me deparo com a notícia de que a “irmã de Zezé di Camargo”, escrito assim mesmo  sem o nome da moça, que aliás é Luciele,havia feito um desabafo na internet sobre as intermináveis horas em que se dedicou aos filhos e a casa e que não havia feito nada para ela o dia todo. Quem nunca?

Pois bem, fui ler os comentários (viciada que sou) e alguns me deixaram  de cabelo em pé. A mulher chamava a geração de mães de hoje de egoísta, que não há nada melhor do que ver os filhos felizes (isto eu concordo), e que a mãe deve se doar totalmente aos filhos, que nos dão um amor incondicional e blá, blá, blá..

Outra soltava o clássico : Porque teve filhos então?

Gente! Para!

Onde está escrita essa lei de que mãe não é ser humano? De que não temos o direito de estarmos cansadas e sobrecarregadas? Que queremos sim ter um momento para nós, que queremos lavar os cabelos, fazer as unhas, assistir nossas séries e novelas preferidas, ficar no celular ou simplesmente não fazer nada? Me digam!Não é porque a gente não tem tempo para fazer isto, que não queremos fazer. É aquela máxima: Uma mãe cansada, não está cansada de ser mãe!

Mas cadê que a gente pode reclamar? Cadê que a gente pode desejar? A nós é dado apenas o direito de se mostrar plena 24 horas por dia, mesmo estando gritando de desespero por dentro. Desespero de quem ficou a madrugada sem dormir, de quem está cansada de receber críticas, de quem trabalhou o dia todo sem parar e ao final do dia quando pega o celular um pouquinho tem que ouvir o hino:

Cansada de quê?

É por estas e outras que eu digo não a maternidade “Revista Caras”. Eu deixo filho no celular sim para ter um pouco de sossego, eu desisti de amamentar sim, quando vi que não ia para frente, eu dei mamadeira, eu pedi cesárea por não querer sofrer no parto, eu dou miojo quando estou com preguiça de cozinhar sim, eu esqueço a hora do remédio, eu acho um saco ficar brincando de casinha, eu surto,eu grito!

E nada! Nada disto me faz amar menos meus filhos . Não sou a melhor mãe,mas sou exatamente a mãe que eles precisam que eu seja. É para o meu colo que eles vão correr sempre e não para o de quem me critica!

Por hoje eu só quero menos julgamento e mais empatia.

♥♥

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O novo integrante da Família

Há 25 dias recebemos em nossa casa um novo integrante. Ele chegou de forma tranquila, em um domingo de manhã. Tudo planejado,aguardado, metodicamente preparado. Chorando forte, fazendo xixi na pediatra e com um excelente apgar.

Assim chegou João Pedro pelas mãos do Dr. Cláudio Miranda,um verdadeiro anjo na minha vida! Gratidão eterna!

E  nossa família se transformou,nossa rotina… Helena agora é irmã mais velha e eu sou mãe de dois, mãe de menina e de menino.

Um turbilhão de sentimentos ainda está aqui, por muitas vezes me deixando louca e melancólica! Na hora da correria, de ter que atender os dois, de tentar administrar tudo ao mesmo tempo. E ainda tem o marido,renegado a segundo,terceiro plano.

Muitas vezes eu me acho corajosa,outras vezes,louca e sempre muito,muito agradecida!

Só peço a Deus que sempre proteja meus serumaninhos e que apesar dos meus muitos erros, eu consiga acertar também. E que em meio aos gritos, falta de paciência, crises de choro,nunca nos falte amor!

♥♥

 

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Estou indo para a escolinha…

Olá!

Faz tempo que não apareço aqui eu sei…. Estes dias tem sido bem corridos sobretudo porque um dos momentos mais temidos por esta mãe chegou… O momento de minha pequena ir para a escola.

Confesso que já tive insônia pensando em como seria esta adaptação de ambas as partes. Durante quase quatro anos fomos praticamente só nós duas quase o dia todo vivendo nossa rotininha a qual estamos tão acostumadas.

Me sinto feliz de ter esperado até aqui e colocado minha filha na escola com uma idade que eu acredito ser ideal para ela,próximo dos quatro anos e também por ela estar em uma escola em que eu senti o acolhimento necessário que toda criança deve ter.

Me surpreendi bastante, foi mais tranquilo do que todo medo que minha mente de mãe super protetora criou durante anos. Teve choro? Sim,teve. Teve mãe escondida no banheiro chorando de dó da filha, teve… Mas teve também orgulho da minha menina toda linda me contando da escolinha, teve alegria de ver seu sorriso ao me ver indo buscá-la na  hora esperada do reencontro. E tem uma mãe que pode agora ter um tempo para ela, pra estudar ou simplesmente para não fazer nada (ainda com aquela culpa básica né). Teve filme passando pela cabeça ao me ver ali no meio de outras mães a espera dos filhos. Pensei em mim criança há tanto tempo atrás, ao mesmo tempo em que me assusto ao ver que passei de menina que levava a mochila a mãe que prepara a lancheira.

Vida de mãe é assim, a cada dia novos desafios. É a felicidade de ver o filho crescer somada ao medo de saber que você agora não vai estar o tempo todo com ele. É dar lugar a novos personagens: a professora, os amigos…

Posso dizer que sobrevivi! Com alguma lágrima, com alguma culpa… Normal… Coisa de mãe.

E eu só posso pedir a Deus que te proteja sempre minha pequena… Eu estarei aqui olhando o relógio, contando o tempo para ir te buscar!

E que venham novas experiências!

 

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♥♥

Cada criança é uma bênção

Olá!

Com a chegada da internet e mais precisamente das redes sociais,tudo acaba virando um grande espetáculo,sendo visto e compartilhado com milhares de pessoas todos os dias. Anônimos e famosos ou anônimos que desejam ficar famosos,mostram suas vidas e o que andam fazendo de mais interessante ou o que pensam ser interessante.

Nos últimos dias o que mais me chamou atenção foi o nascimento da filha da Sabrina Sato, ex participante de reality show,tão acostumada com os holofotes e que fez de sua gravidez um acontecimento nacional e quiçá mundial. Sabrina definitivamente roubou o lugar que antes era ocupado pela apresentadora Xuxa, de grávida mais comentada do país. E a pequena Zoe destronou Sasha, que há 20 anos eram a recém nascida mais famosa do Brasil, sendo matéria de um Jornal Nacional inteiro. E olha que naquela época, praticamente ninguém tinha internet. Rede Social então nem existia.

Fico pensando se as pessoas estão perdendo um pouco a noção do que é público e do que precisa ser mostrado. A hora do parto,momento tão íntimo, que deveria ser celebrado entre os mais íntimos,sendo colocado ali diante dos olhos de todos. A mãe triunfante, surge maquiada e muito bem amparada, com todos os recursos possíveis a seu dispor. No parto das famosas não há falta de respeito, não há violência obstétrica, até a dor parece ser mais branda. E dias depois  vêm a barriga trincada exibida como troféu nas redes sociais.

E é neste momento que vem o estranhamento. Você pensa  na sua dor, na sua cara atropelada do pós parto e muitas vezes na falta de respeito que sofreu, na violência a que foi submetida e não se enxerga naquela cena perfeita de mulher linda e plena dando a luz.

E é aí que mora o perigo. O perigo de nos acharmos menores,menos fortes e menos capazes. Não aguentamos as 24 horas de trabalho de parto,não aparecemos maquiadas nas fotos, não enfeitamos uma ala inteira de uma maternidade, não temos barriga trincada nem agora, anos após o parto,não somos capa de revista…

Mas será que é isto que realmente coloca uma mulher e bebê que acaba de chegar em um patamar de importância? A forma como se nasce… Em uma maternidade chique ou em uma ala conjunta no SUS? De parto dito normal após horas de dor ou em uma cesariana agendada por opção? Em ser uma mãe holofote ou uma uma ilustre desconhecida?

Não somos todos seres humanos? Não deveríamos ser reconhecidos da mesma forma?

Que possamos olhar cada nascimento como um momento único e especial. Cada criança sendo um verdadeiro milagre: amada,esperada e abençoada…

Que assim seja!

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Estou indo para a escolinha…

Olá!

Em 2019 se Deus quiser minha serumaninha finalmente vai para a escola. Digo finalmente porque não passa um dia em que não escuto a famosa frase vinda de conhecidos e até de gente que eu nunca vi na vida.

Ela está na escolinha?

Helena completa 4 anos em março e sou obrigada por lei a colocá-la na escola. Farei isto não por obrigação,mas por sentir que está na hora de ela ir mesmo. O que me causa estranheza é que as pessoas me olham torto por eu ter optado em não matriculá-la antes. Parecem pensar que ela vai ficar atrasada ou que eu estou sendo irresponsável. Eu sou super a favor de que criança tem que ir sim para a escola e definitivamente não sou adepta do homeschooling (escola em casa) . Mas também não sou a favor de colocar a criança muito cedo na escola. Fui matriculada aos seis anos e não tive nenhum prejuízo com relação a isto, pelo contrário,aproveitei bastante minha primeira infância brincando e praticando o ócio.

Também não quis colocar minha filha em período integral e acredito que esta não é a melhor opção para a criança a não ser que os pais definitivamente não tenham outra alternativa. Se é cansativo para um adulto trabalhar o dia todo, porque não seria para uma criança ficar o dia todo na escola?

Futura Pedagoga que sou, não entendo essa necessidade das pessoas de encher as crianças de atividades cada vez mais cedo e de alfabetizar muito cedo também. Educação infantil é para brincar e não para aprender a ler. Tudo tem o seu tempo e acelerar este processo só piora as coisas.

Ainda não decidimos se vamos colocar na escola pública ou particular (muito provável particular). Quando as coisas estiverem certas, venho contar para vocês como foi o processo de escolha e o que levamos em consideração.

Confesso que já estou sofrendo, hahahahahaha

Mas este com certeza é um grande marco de desenvolvimento na vida da minha pequena e o segundo corte do cordão umbilical,rsrsrsrs.

Lembro com carinho do  meu primeiro dia de aula nos já distantes anos 80. Foi super tranquilo e feliz  e assim desejo que seja com minha filha!

 Ah.. Minha Escola Infantil Abelhinha Feliz.

Saudades!!!!!

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Crônicas de mãe… Era uma vez um banheiro de porta fechada

Olá!

Faz muito,muito tempo que eu não apareço aqui. Me perdoem. Para variar estou muito,muito e muito cansada. A serumaninha está ótima graças a Deus com suas brincadeiras e seus chiliques de criança de três anos. Agora resolveu não me deixar ir ao banheiro de porta aberta.

Tenho medo de porta fechada mamãe!

E quando eu resolvo fechar a porta ela abre o berreiro,bate na porta e se senta no tapete do lado de fora. E lá vou eu fazer número 1 e número 2 de porta aberta. Fecho a janela do quarto em frente porque ninguém é obrigado né.

Pergunto para Helena porque ela não quer que eu feche a porta e ela responde no alto de sua sabedoria:

Porque sim!

Então tá…

Hoje teve até cadeirinha da disciplina a lá Super Nanny. Não deu muito certo,posso afirmar.

Estes dias teve de tudo: ela escondendo R$5.00 que eu tinha dado para segurar. Nunca mais achei o bendito dinheiro.

Ok, antes 5 do que 50.

Passa pela minha cabeça que estes comportamentos sejam um reflexo da chegada do irmãozinho daqui há alguns meses. Acredito que  tenha percebido que em breve não terá nossa atenção exclusiva .

E entre chiliques e amores vamos seguindo:

Mamãe,você me adora?

Eu gosto da mamãe!

Eu sou o bebê da mamãe!

Com certeza Helena. Você é sim e sempre será. Pode ter mil anos que será!

E lá vamos nós!

Descansar porque finalmente a serumaninha resolveu dormir…

Ufa!

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♥♥

 

A felicidade que deprime…

Olá!

Basta uma pequena passeada pelo Facebook para eu começar a me deprimir. Já tentei me livrar desta rede social várias vezes mas sempre desisto. Dia desses eu desinstalei o aplicativo do meu celular,mas mesmo assim ainda acesso pela web. O Instagram é ainda mais depressivo para mim. Ainda bem que não me apeguei a ele . Tenho ma conta, mas não acesso há séculos.

O que me incomoda nas redes sociais é a perfeição ou a incessante busca por estampá-la ali diante dos olhos curiosos do público. Tenho uma certa dificuldade em ser metódica, em querer tudo certinho o tenho todo. Quando vejo as fotos, as postagens eu me sinto um ET. Tem gente que troca de foto de perfil como troca de roupa. Todo mundo ali é tão bonito e tão perfeito que eu começo a pensar se só eu que sou imperfeita mesmo. Se sou só eu que não faço a unha há tempos, se sou só eu que ando descabelada o tempo todo, se só só eu que não tenho uma foto ou uma coisa extraordinária para postar todos os dias.

Minha vidinha pacata e sem grandes aventuras não daria ibope, não renderia curtidas. Eu não viajei, não fui promovida,não fiz aquela festa astronômica para minha filha, eu não fiz aquelas ensaios de família perfeitos para dizer ao mundo que minha vida é maravilhosa!

Esta necessidade de perfeccionismo parece ter invadido tudo! Os bolos de aniversário antes cheios de sabor, hoje são fake, feitos de isopor. E alguém come bolo de isopor? Não,claro que não. Mas o bolo precisa sair bonito na foto né? O sabor ninguém se importa muito. Afinal,não conseguimos publicar sabor nas redes sociais…. Ainda…

Crianças sempre lindas,  com cenários maravilhosos. É a era do bebê Newborn! Tudo tem que ser milimetricamente pensado. Nada pode sair do lugar. Mães que acabaram de dar a luz em fotos plenas de felicidade para depois viver um puerpério daqueles. Mas o que importa isto? Ninguém publica baby blues nas redes sociais. E se publica, a gente vai criticar. Aqui não é lugar para depressão não. Porém eu cheguei a conclusão de que a “felicidade” deprime. Contraditório,mas verdadeiro.

Pensando bem acho que nasci no tempo errado. Eu não consigo me adaptar a este mundo que me cobra felicidade o tempo todo. Tenho saudades de uma época em que o legal era rir de si mesmo e que as boas lembranças valiam muito mais do que uma foto no perfil…

♥♥

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Sobre ter ou não ter filhos…

Olá!

Em conversa com uma amiga de infância dia  desses, ela me falou que não pretendia ter filhos. Que iria se casar e viver feliz com o marido,viajando, curtindo a vida e que no meio de tudo isto não haveria espaço para filhos.

Eu então comecei a falar sobre minha experiência com a maternidade, quase como se estivesse fazendo uma confissão. Disse que o mais difícil para mim é ter que dizer adeus a pessoa que eu era e receber a nova pessoa em que me transformei partir do momento em que minha filha nasceu.

E aí ela me disse sem rodeios:

Eu não quero dar adeus para quem eu sou não…

Se fosse há um tempo atrás eu tentaria argumentar falando das maravilhas da maternidade, que ser mãe é a experiência mais linda que existe e blá,blá,blá…

Realmente, é tudo isto que eu falei aí em cima. Mas tem o outro lado também, o lado B,o lado nada fácil e muitas vezes enlouquecedor. E é aí que talvez sim,muitas mulheres não tenham esta vocação, definitivamente não tenham nascido para tal. E não há nada de errado nisto. Elas podem ser felizes sim sem filhos. Ter filhos não é o caminho para a felicidade.Não ter filhos também não.

Para mim, é cada um na sua!

Eu não imagino a minha vida sem meus filhos! Filhos sim,no plural. Há quatro meses eu descobri que vem aí meu segundo serumaninho ou serumaninha. Não sei ainda. Só sei que é muito esperado e muito amado. Veio depois de uma perda muito dolorosa para mim, que já contei aqui no blog.

Prometo contar tudo a respeito dessa maravilhosa novidade!

Helena promovida a irmã mais velha e eu promovida a mãe de dois…

E lá vamos nós!!!!

♥♥

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Liberte-se!

Olá!

Em minhas andanças pelo Facebook me deparo com uma propaganda com a seguinte frase:

“A mulher moderna é empoderada,trabalha fora e dá conta de tudo com maestria.”
Logo pensei: Então eu sou do tempo das cavernas porque não sou nada disto aí!
Aliás, ontem mesmo eu estava pensando no porquê de a gente ter que ser um monte de coisas só para tentar se encaixar em um esteriótipo de mulher ideal.

Desde quando a mulher precisa dar conta de tudo? E com maestria ainda?

É exatamente por isto que muitas mulheres,muitas mães estão a beira da loucura com tantas coisas para fazer, sem tempo algum e sem ninguém para ajudar. Uma somatória de afazeres e ainda por cima tem que ser empoderada (seja lá o que isto representa na sociedade atual), ter o corpo em dia (sim, porque a mulher do Gustavo Lima exibe barriga chapada um mês depois de dar a luz), ser bem sucedida profissionalmente e ainda ser uma mãe maravilhosa, montessoriana, orgânica e gentil, que amamenta em livre demanda (sim porque a fulana amamentou a cria até os quatro anos de idade) ,fazer parto natural humanizado (sim,porque a princesa da Inglaterra saiu do hospital linda e plena um dia depois de parir!).

E assim vamos criando nossas culpas e neuroses sem nos dar conta de que cada mulher é única, cada mãe é única com suas dificuldades e habilidades e principalmente suas escolhas!

Claro que eu retruquei na hora o post. Eu não sou uma máquina que precisa dar conta de tudo com maestria. Aliás,até as máquinas falham, dão “biziu”. Então porque eu, uma simples mortal preciso ser perfeita em tudo?

Vamos nos disciplinar para não cair nesta armadilha? Pensou em sentir aquela culpa boba? Pare,respire fundo e jogue fora! Menos uma culpa para a conta! Tenho certeza de que assim você vai ficar muito mais leve e feliz!

♥♥

 

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Ser mãe depois dos 30…

Olá!

É muito comum a gente ver matérias em sites,blogs e programas de TV sobre a maternidade após os 30,35,40 anos. Sempre a mesma coisa: que as mulheres estão adiando a maternidade para se estabilizarem profissionalmente, que ser mãe depois dos 30 é muito melhor porque a gente é mais experiente, enfim…

Não gosto muito desses rótulos.  Para mim, mãe é mãe!

Mas vamos para a minha experiência!

Eu não adiei a maternidade em razão de uma carreira profissional. Para ser bem sincera eu nem sei se eu tenho uma carreira, hahahahaha. Me formei em Comunicação Social, exerci muito pouco e agora faço Pedagogia, um curso para quem ama a profissão mas que sabe que não vai ficar rico exercendo-a. hehehehe

Sempre coloquei na cabeça que se um dia tivesse que adiar alguma coisa na vida não seria  a maternidade. Na verdade eu achava que ia ser mais bem nova, lá pelos 20 e poucos anos. Mas as coisas fora acontecendo, ou melhor, não acontecendo e eu cheguei aos 30 solteira (noiva, pelo menos),sem filhos e sem uma carreira estabilizada. O jeito foi correr! Sim, correr literalmente contra o relógio biológico. E antes do primeiro ano de casada, eu já estava a espera da minha serumaninha.

Se eu pudesse escolher, teria sido mãe muito antes.Não somente pela questão física, mas pela maior facilidade de ajeitar as coisas depois da maternidade, literalmente vira sua cabeça de ponta cabeça. Recomeçar depois dos 35, 40 anos é bem mais complicado.

Acredito  também que existe aquele mito de a mulher que se torna mãe depois dos 30 é mais experiente, mais equilibrada. Tudo mentira! Em se tratando de ser mãe pela primeira vez, não importa a idade que você tenha: é um caos! Você vai se sentir insegura e com muito medo e vai se questionar diversas vezes se realmente tem o dom para a coisa!Mas calma aí que tudo se ajeita (bom,pelo menos eu espero)!

Meu conselho para você que já passou dos 30 e tem desejo  de ser mãe ,é:

Não adie mais!! Vá em frente! Encomende logo seu serumaninho, seja na barriga, seja no coração, através de uma adoção. O tempo não espera a gente criar coragem e o mundo não para para a gente pensar na vida. Quando menos se imagina, já foi e aí pode ser tarde demais!

E não tem como não deixar de falar aquela frase clichê: Tem coisas que você só vai saber como é,se  tomar coragem e seguir em frente!

Vamos lá??

♥♥

 

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Bolinhos de Chuva com amor!

Olá!

O dia dos pais passou e na correria eu não publiquei nada aqui sobre o tema. Mas de qualquer forma resolvi falar do meu pai…

Se fosse analisar pelo que é considerado um paizão hoje,  não encabeçaria a lista dos dez mais. Ele não foi do tipo que trocava fraldas (aquelas de pano mesmo), não era do tipo que brincava todo dia com os filhos com brincadeiras super legais e pedagógicas e muito menos tinha uma página no Facebook ou Blog para dizer o quanto é legal. Aliás, internet naquela época era coisa que não existia. hahahaha

Mas eu sinceramente não trocaria o meu pai por nenhum outro. Meu pai sempre foi exemplo de dedicação a família, de alguém que trabalha dia e noite em prol do bem estar dos filhos. Exemplo de fé e de honestidade. Pensa em uma pessoa caxias, que gosta de tudo certinho. É  o meu pai..

Ah, me lembrei de uma coisa muito legal que ele pai fazia…

Bolinhos de chuva!

Sim, aqueles bolinhos feitos de farinha e açúcar. Eu sinceramente nem gostava muito do bolinho em si (mas ficava quieta para meu pai não ficar chateado). O que eu gostava mesmo era da brincadeira. Era quando os bolinhos acabavam de ser fritos e a gente ficava tentando adivinhar com o que eles pareciam.

Com um cachorro, com um gato, uma tartaruga, um carro…

Isto sim era para lá de legal!

Eu te agradeço pai por tudo que o senhor fez por mim e por meus irmãos. O senhor é um paizão!

Agora que tal fazer bolinhos de chuvas para os netinhos?

♥ ♥

 

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Cinco nomes de meninas e seus significados

 

A escolha do nome é com certeza uma das etapas mais importantes da espera por um filho. Muitas pessoas já definem muito antes de pensar em ter filhos, quais serão os nomes dos seus futuros rebentos. Outras, escolhem o nome da moda, ou algum que de repente passa a soar como perfeita escolha.

Listamos aqui  de meninas que não são muito habituais nas listas dos mais populares no Brasil, mas que podem ajudar você que está na dúvida a se decidir.

Vamos lá?

Aurora–  Tem origem  no latim e  um significado lindo: Nascer do Sol ou Raiar do dia.

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Olívia– Eu amo esse nome! Acho delicado e forte ao mesmo tempo,rsrsrs. O significado não é dos mais interessantes, azeitona, hahahahaha. Mas nem por isto deixa de ser um nome encantador.

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Isabel– Muito menos popular que seu derivado Isabela, este nome tem um lugar no meu coração. Acho bem lindo. Significa pureza.

 

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Carolina–  Já foi bastante popular, mas ultimamente anda meio deixado de lado. Tem até doce batizado com este nome! Será que vamos ter alguma Carol vindo aí?

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Amanda– Significada “Amada”,  “Digna de Amor”. Um nome cheio corações. ♥

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E então? Alguns desses nomes é seu preferido ? Conta para a gente qual nome de menina faz seu coração bater mais forte.

 

♥♥

 

Obs: Todas as imagens foram retiradas da internet. Se você é a autora de alguma entre em contato conosco para que possamos dar os devidos créditos.

 

 

 

Dica de Canal no You Tube para mamães e serumaninhos

Olá!

O You Tube virou a televisão dos anos 2010 não há como negar. Canais com milhões de acessos e youtubers com milhões de seguidores estão por todo o lado. O problema é que esta ferramenta tão interessante e disponível ( de graça, só precisa ter acesso a internet) na maioria das vezes é usada para o lado errado. Milhares de canais que incentivam o consumo exagerado entre as crianças e pessoas ficando ricas as custas de propaganda disfarçada de vídeo inocente.

Então quando a gente acha um canal que vale a pena assistir, a gente compartilha, claro!

Vou tentar fazer uma série aqui com alguns que eu recomendo. Enquanto eu não tenho esse tempo, vou indicar um neste post:

Mamalenga  TV do Marcelo Serralva

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Conheci o canal por acaso, quando procurava músicas para cantar com as crianças da igreja. O canal é muito legal para professores e estudantes de Pedagogia, com muitas dicas de atividades e musicalização infantil.

Marcelo Serralva é músico, compositor e instrumentista e professor de musicalização infantil e também desenhista nas horas vagas.

Conheça mais sobre o trabalho dele Clicando Aqui

Além do Mamalenga TV ele também tem os canais Marcelo Serralva

É difícil a gente achar música de qualidade para crianças que fujam das que já existem por aí, super comerciais e pobres no quesito qualidade.

Helena ama as musiquinhas, inclusive a apresentação do dia dos pais na igreja foi do Marcelo. Outra música que ela ama é do ” Paca Chuva” como ela fala:

E claro, a filha dele eu nem preciso falar né.  Uma serumaninha linda de viver!

 Então aproveita a nossa dica e se inscreve no canal!

♥♥

Sete frases que irritam as grávidas!

Olá!

A gravidez é um momento muito especial carregado de expectativas. Mas as vezes as gravidinhas ouvem cada coisa! Selecionamos algumas frases ou comentários que na nossa opinião não devem ser ditos para elas! Vamos lá?

1-Nossa, você vai comer isto? Vai fazer mal para o bebê!

Está certo que toda grávida precisa cuidar da sua alimentação. Porém isto deve ser feito por ela, por um médico ou nutricionista e não pela “Patrulha dos Palpites Alimentares” de plantão. É muito chato quando a gente está se deliciando com aquela comidinha gostosa e calórica (de vez em quando pode né gente) e vem alguém alfinetando e dizendo que aquilo vai fazer mal ao bebê. Muito chato!

2-Tem certeza que é só um? Sua barriga está gigante! Olha que vem gêmeos!

Esta é clássica! Muitas vezes na gravidez a gente fica mais insegura em relação ao corpo! e aí vem aquela pessoa fazer piadinhas ou comentários dizendo ainda que de forma subliminar que estamos gordas! O jeito é fazer cara de paisagem e ignorar.

 3-Vai tentar parto normal né? É melhor para o bebê ou Faz cesária ou vai sofrer que nem cachorro!

Gente, o tipo de parto é uma decisão da mulher em concordância com o médico. Não meta o bedelho neste assunto. Não seja essa pessoa!

4-Vai colocar esse nome no bebê? 

Outra coisa que irrita uma grávida é alguém questionar o nome que ela vai colocar na cria. Você pode até não achar bonito, mas fique caladinho (a). Pode até sugerir algum nome,mas só se for muito íntimo, nível máximo.

5-Você não vai parar de trabalhar depois que o bebê nascer não né!

Outra coisa que só interessa a grávida e ninguém tem que perguntar ou questionar. A não ser que você for se oferecer para pagar os boletos dela,rsrsrsrs.

6-É menino! É menina!

Gente, será que as pessoas tem o poder de adivinhar o sexo do bebê? Porque todo mundo já vem com teorias. Sua barriga tá redonda, é menino. Você tá com espinha, é menina! Outra coisa que irrita é ficar perguntando toda hora se você já sabe o sexo (eu faço muito isto,mas irrita. kkkkkkkkkkkk).

7- Você queria? Foi planejado?

Porque as pessoas perguntam essas coisas? Dá vontade de responder?

Olha, eu levei um susto e no outro dia acordei grávida! hahahahahahaha

 

 

Bom,essas foram algumas frases ou comentários que eu lembrei. E você? O que não gosta que as pessoas falem quando você está grávida? Conta pra gente! Vamos adorar saber!

♥♥

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A mãe que eu sou e a mãe que eu achei que seria

A mãe que eu sou grita com a cria. Ela não tem tanta paciência assim quanto achou que teria.

A mãe que eu sou deixa a filha comer doce para conseguir fazer alguma atividade durante o dia. Ela não é tão rigorosa com a alimentação quanto pensou que seria.

A mãe que eu sou deixa a filha ver vídeo e jogar joguinhos no celular enquanto faz as refeições. Ela não é tão habilidosa para fazer a filha comer quanto pensou que seria.

A mãe que eu sou se sente cansada e fica de mal humor. Ela não está disponível 24 horas com um sorriso no rosto quanto achou que seria…

A mãe que eu sou é bem diferente da mãe que eu achei que seria. A mãe que eu sou tem defeitos.. . Muitos… A mãe que eu sou chora… tem medo… Se questiona o tempo todo se é boa mãe… Se culpa…

A mãe que eu sou é um rascunho da mãe que eu quero ser…

Mas pensando bem a mãe que eu sou é de verdade… de carne e osso… ela existe… E é cheia de amor!

E isto no final das contas é que o importa!!!

♥♥

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O livro que eu Li- Dica de livro e atividade- Por Céia Morais

Olá!!

 

Vamos de dica de livro e atividade?

 

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A Mocinha do Mercado Central

“Não sei quantas almas tenho” – Fernando Pessoa

Stella Maris Rezende, conhece esta pessoa? E Zoraida, Teresa, Simone, Miriam, Nídia, Gilda e Selma? – Não? Então deixe-me apresentá-las. Stella é uma escritora mineira nascida em Dores do Indaiá e as outras mulheres são personagens do livro: A mocinha do Mercado central. O mercado central, se você é mineirim, conhece. Não preciso apresentar, né?

Esse livro, ganhador do prêmio Jabuti de 2012, é voltado para o público juvenil e apresenta, através de Maria, a personagem principal, as viagens que ela fez para vários lugares desde que deixou Dores do Indaiá.

São várias viagens e acredito que elas não contam apenas a história de uma jovem que gostava de trocar de nomes, esses, ela escolhia a partir do significado que eles continham e assumia a personalidade de cada um, por exemplo, Zoráida, mulher cativante e sedutora. Em cada nome, uma personalidade, mas apesar de “tantas almas”, uma coisa não mudou: Quem as carregava. Apesar de que, após a andança, ela voltou mais experiente e diferente de quando partiu.

E foi depois de voltar para casa que ela novamente se encontra como Maria. Suas lembranças e histórias: o primeiro amor e até mesmo sua paixonite pelo ator Selton Melo (ele escreveu um prefácio lindo para o livro), estrupo, suicídio e tráfico, são dramas reais que ela tem que enfrentar até que sua história ganhe um ar de recomeço, liberdade, perdão, reencontro e descobertas.

Stella escreveu de forma poetizada, sútil e muito atual. O livro é de fácil leitura (o início nem tanto) e nos mostra que “a nossa essência é única. Apesar da possibilidade de variar o nosso nome”.

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O livro que eu Li- Dica de Atividade

 

Tem dica de atividade? Tem sim!!

 

fffff

 

Dica de atividade: A cidade onde moro

É um jogo de perguntas e respostas para ajudar a criança a fazer referências sobre a cidade onde mora.

Materiais

Cartolina

Cola

Imagens variadas da cidade (praça, museus, fatos históricos, parques, etc.)

Recorte a cartolina (retângulo, quadrado ou círculo) cole em cada um deles as imagens selecionadas e escreva uma pergunta sobre ele, por exemplo:

O que é o que é: não sou doce mais me chamam de pirulito (praça sete / pirulito.). No outro lado do cartão pode-se desenhar uma interrogação, as iniciais do nome da cidade ou deixar em branco mesmo.

A cada carta, após a resposta dos alunos e a revelação da resposta, o professor (a) traz alguma informação sobre o determinado lugar, no caso do pirulito, poderia contar que o nome correto é obelisco e não pirulito e que se trata de um monumento e etc.

O que o aluno poderá aprender com esta aula

1) Conhecer a história da sua cidade a partir de sua própria história.

2) Identificar especificidades da sua cidade e de sua história a partir de registros de fatos e situações.

3) Conhecer e valorizar a cidade onde vive.

4) Conscientizar-se da importância de exercer o seu papel de cidadão na busca pela melhoria de sua cidade.

 

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